IMT nota “interesse” em testar veículos autónomos e já “recebeu diversos pedidos” de reunião
O regime jurídico que abriu as estradas portuguesas aos testes de sistemas automáticos de condução já está a mobilizar entidades interessadas em avançar.
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) confirmou ao ECO que “recebeu diversos pedidos de realização de reuniões prévias , com vista ao esclarecimento e à discussão de questões relativas ao regime jurídico aplicável ao licenciamento de testes de sistemas automáticos de condução”.
Para este organismo, a procura por estes encontros “evidencia o interesse do setor na implementação deste novo enquadramento legal”.
O IMT não identifica as entidades que pediram reunião, não indica quantas são nem se já foram recebidas, e não esclarece se nessas conversas foram já discutidas localizações concretas para os ensaios.
Empresas pagam 45 mil euros para testes a carros autónomos Ler Mais Estes contactos, porém, ainda não evoluíram para qualquer pedido formal de licença.
“Até ao momento, não deram entrada no IMT quaisquer pedidos de licenciamento, nem de reconhecimento de licenças emitidas por outros Estados-membros” , acrescenta fonte oficial ao ECO.
Os testes autónomos não dizem só respeito a automóveis de passageiros.
Uma das empresas que estarão interessadas em realizar este tipo de testes é a Bolt, disse ao ECO uma fonte familiarizada com o assunto.
Questionada sobre um eventual pedido de licença, antes da resposta do IMT, fonte oficial da empresa respondeu: “Quanto ao novo regime jurídico de testes de condução autónoma em Portugal, a Bolt não apresentou nenhum pedido de licença.” Instada, depois, a esclarecer se está a preparar um pedido de licença para testes de condução autónoma, a mesma fonte recusou.
Desde 2023 que a Bolt tem uma parceria com a empresa de serviços de entregas autónomas Starship Technologies.
No âmbito deste acordo, a empresa tem já em operação em alguns mercados pequenos robôs (na imagem) capazes de entregar ao domicílio mercearia encomendada de algumas lojas Bolt Market na app Bolt Food.
Este serviço está disponível, por exemplo, em Tallinn, Estónia, o país de origem do fundador da Bolt, Markus Villig.
“Os robôs circulam pelas calçadas em velocidade de caminhada, garantindo uma entrega segura .
Podem demorar um pouco mais de tempo do que um entregador humano, mas são sempre educados — chegam até a dizer ‘Tere’ [‘Olá’ em estoniano] quando chegam até si”, explica a Bolt no seu site.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.