Pandemia e invasão da Ucrânia. Como respondeu o Governo do PS ao aumento do custo de vida?
A inflação voltou a ser uma dor de cabeça para as famílias, quatro anos depois do último surto que levou a variação dos preços para os 10% em outubro de 2022, depois da pandemia e da invasão russa da Ucrânia.
Deste vez o cenário é menos agressivo (3,3% em agosto), mas os partidos exigem medidas.
Ainda se lembra do que fez o Partido Socialista quando estava no Governo? E m 2022 e 2023, estava Fernando Medina ao leme das Finanças, as medidas foram servidas em pacotes.
O primeiro, em abril de 2022, estava organizado em quatro eixos : contenção dos preços da energia, apoio às empresas, apoio direto às famílias e transição energética .
Aqui couberam medidas como a redução do ISP equivalente à descida do IVA para 13% , a suspensão do aumento da taxa de carbono , e a criação do “mecanismo ibérico” , que pretendia limitar o preço do gás na produção elétrica.
Petrolíferas.
Governo aprova taxa de 33% sobre lucros extra Ler Mais Foi também nessa altura que foi alargado a mais beneficiários um apoio de 60 euros à compra do cabaz alimentar , dedicado às famílias mais vulneráveis.
Tendo em conta o cenário económico do país, e com a inflação a atingir valores acima dos 10% em outubro , o Governo socialista optou por um segundo pacote .
Anunciado pela voz do primeiro-ministro António Costa (ao contrário do anterior), chamou-se “ Famílias Primeiro ” e elevou o montante dedicado a combater o custo de vida para os 4 mil milhões de euros .
O objetivo era “ apoiar o rendimento disponível das famílias perante o aumento do custo de vida “.
Incluia um apoio extraordinário, de 125 euros às famílias com rendimentos até 2.700 euros mensais, e 50 euros por cada filho.
Aos pensionistas foi atribuída meia pensão paga de uma só vez .
Entre outras medidas, esteve a redução do IVA sobre a eletricidade de 13% para 6% e a suspensão do aumento da taxa de carbono, a devolução da receita adicional de IVA e redução do ISP .
No final desse ano, em dezembro, o Governo reforçou os apoios aos mais vulneráveis e aprovou um montante extraordinário de 240 euros para os beneficiários da tarifa social de eletricidade ou de prestações sociais mínimas .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.