sexta-feira, 9 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› Quase 90% das crianças e jovens sem acesso a cuidados paliativos› Exército da Colômbia mata dois alegados dissidentes das FARC em confronto› Nobel da Paz é anunciado em Oslo hoje› Cabo Verde sai da lista de países com tráfico humano "muito significativo"› Circulação na Linha da Beira Baixa retomada após acidente com um morto› Primeiro-ministro regressa hoje ao parlamento um dia depois da entrega do OE2027› Comissário europeu exige resultados concretos nas negociações comerciais com a China› China autoriza retirada de ferido de navio filipino em recife disputado› Manuscrito chinês da dinastia Tang vendido por 20 milhões de euros em Hong Kong› Empresas japonesas são alvo de ciberataques com milhões de utilizadores afetados› Quase 90% das crianças e jovens sem acesso a cuidados paliativos› Exército da Colômbia mata dois alegados dissidentes das FARC em confronto› Nobel da Paz é anunciado em Oslo hoje› Cabo Verde sai da lista de países com tráfico humano "muito significativo"› Circulação na Linha da Beira Baixa retomada após acidente com um morto› Primeiro-ministro regressa hoje ao parlamento um dia depois da entrega do OE2027› Comissário europeu exige resultados concretos nas negociações comerciais com a China› China autoriza retirada de ferido de navio filipino em recife disputado› Manuscrito chinês da dinastia Tang vendido por 20 milhões de euros em Hong Kong› Empresas japonesas são alvo de ciberataques com milhões de utilizadores afetados
Últimas

Carta aberta ao Ministro das Infraestruturas e Transportes

Observador ·
Carta aberta ao Ministro das Infraestruturas e Transportes

A criação da Autoridade de Mobilidade e Transportes (AMT) esteve longe de ser consensual. Especialmente num momento em que o país discutia a fusão e a extinção de diferentes organismos públicos.

Mas, mesmo quem não concordava, era obrigado a reconhecer que existia uma lógica, um pressuposto para tudo isto. Em Portugal o Estado licenciava, operava e regulava o mercado de transportes. Dizia quem podia operar, o que podia fazer na operação e ainda era proprietário de empresas que dominavam o mercado. Uma situação de promiscuidade que alimentava uma visão corporativa do setor, afastando novas entradas e soluções. Quando, em 2014, foi criada a AMT, Portugal entrou para o grupo de países com um organismo próprio, independente e autónomo que garante uma regulação imparcial e transparente do mercado. E a verdade é que resultou.

Se hoje discutimos o acesso de operadores privados de autocarros (como a Flixbus) aos terminais, há dez anos não havia operadores privados. Se hoje discutimos as condições em que os operadores privados vão concorrer com a CP na alta velocidade, há dez anos era suposto não existir outra oferta que não a CP. E no transporte ferroviário de mercadorias foi mesmo possível ao Estado sair de um monopólio deficitário sem perda da qualidade de serviço. Pelo contrário. A saída do Estado correspondeu à criação de um mercado transparente, competitivo e concorrencial, aumentando a carga transportada na ferrovia.

Embora permaneçam ainda no IMT determinadas competências, designadamente nas áreas do planeamento e do acesso à atividade. No modo rodoviário, porém, a AMT continua a exercer as funções regulatórias, enquanto importantes competências técnicas, de homologação, certificação, regulamentação e segurança das infraestruturas permanecem no IMT, coexistindo ainda com as atribuições próprias da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. No setor marítimo-portuário, a regulação económica cabe à AMT, enquanto subsistem no IMT funções administrativas e de licenciamento, e permanecem na Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos as principais competências técnicas e de segurança marítima e portuária. Confuso? Pois.

É o que acontece quando permitimos que os organismos públicos esqueçam os pressupostos e comecem a acumular funções que, por princípio, não deveriam ter. A opção que “dá mais jeito” é aquela que normalmente mais prejudica no médio e longo prazo. E sem pressupostos, porque não discutir a passagem de outras competências de uma entidade para outra?

E, neste caso, será necessário assegurar não apenas pessoal técnico especializado, mas também sistemas de informação adequados, atendimento aos requerentes e ao público, receção e tramitação de processos, circuitos expeditos de emissão de certificados e outros documentos, cobrança de taxas e diferentes modalidades de pagamento, gestão de registos, arquivo, notificações e mecanismos administrativos de acompanhamento dos processos.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›