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Lisboa deve receber melhor quem chega ao aeroporto

Observador ·
Lisboa deve receber melhor quem chega ao aeroporto

Há situações que não podemos continuar a aceitar numa cidade que pretende estar entre as melhores do mundo. Uma delas é que quem aterra no Aeroporto de Lisboa e escolhe um táxi não saiba, à partida, quanto vai pagar até ao seu destino.

Não é uma questão menor. É uma questão de confiança. É uma questão de segurança. É uma questão de ordem e bons princípios.

Quem chega a uma capital do primeiro mundo deve encontrar serviços simples, transparentes e previsíveis. Não deve entrar num táxi sem saber qual será o preço da viagem, nem ficar dependente da atitude discricionária de quem o conduz.

Por isso, promovemos um acordo sobre esta matéria entre a Câmara Municipal de Lisboa, a ANTRAL, a Federação Portuguesa de Táxis, a ANA e a Associação de Turismo de Lisboa. Há muitos anos que se discutia este tema e como resolver esta situação. Desta vez chegámos a bom porto. Será finalmente estabelecido o modelo de tarifa fixa, com preços distintos para duas zonas da cidade: a Zona 1, que abrange as freguesias mais próximas do aeroporto, e a Zona 2, que inclui as mais afastadas. Desta forma, o passageiro saberá antecipadamente quanto vai pagar, em função do seu destino.

Mas o objetivo não é apenas garantir transparência. É também melhorar o nível de serviço.

Os táxis que operam no aeroporto terão de aceitar meios eletrónicos de pagamento, terão de estar bem cuidados e terão de dispor de ar condicionado. São requisitos essenciais para quem chega a uma capital europeia, e é esse o nosso patamar.

São mudanças simples. São mudanças na direção certa. E são mudanças que importam.

Porque transparência é saber o preço antes de comprar. Porque qualidade é ter um serviço confortável, organizado e fiável. E porque Lisboa deve garantir um padrão de primeira linha a quem chega ao aeroporto, quer seja visitante ou residente.

Esta solução resulta da concertação entre as entidades envolvidas e assenta na adesão voluntária dos taxistas. É um bom exemplo de uma política pública que não precisa de ser complicada para funcionar: identificámos um problema, juntámos à mesa quem podia resolvê-lo, e definimos uma solução prática, com benefícios para todos.

Uma metrópole moderna não é apenas a que apresenta grandes projetos futuristas. É aquela que resolve, com eficácia, com atenção, com persistência, os problemas do dia a dia. E a nossa atuação deve começar precisamente pela melhoria contínua dos serviços aos cidadãos.

Porque a forma como recebemos quem chega não é um detalhe. Tudo conta. Tudo transmite uma atitude. Tudo contribui para um posicionamento. Lisboa está a afirmar-se como uma das grandes capitais do mundo. Isso requer ambição nos investimentos e programas estruturais, mas também exigência nas pequenas questões que fazem parte da vida das pessoas. É assim que se constrói uma Lisboa melhor: mais operacional, mais confiável, e decididamente à altura de quem cá vive e de quem nos escolhe.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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