Famílias fogem das taxas variáveis no crédito da casa
A subida das taxas de juro está a acelerar uma mudança nos créditos à habitação, historicamente liderados por financiamentos indexados à Euribor. Pela primeira vez na história, os contratos com taxa mista, que prevê um período a taxa fixa seguido de taxa variável, já representam mais de 48% do stock de crédito para comprar casa, superando os 47,01% de contratos com taxa variável , segundo dados noticiados pelo Expresso . Já a taxa fixa não vai além dos 4,71% do total de créditos.
A preferência pela taxa mista tem vindo a crescer nos últimos anos, tendo acelerado na segunda metade de 2023, período marcado pela subida de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE) devido à escalada dos preços devido à guerra na Ucrânia. Segundo os dados compilados pelo semanário, no final desse ano o peso das taxas variáveis no crédito à habitação ainda rondava os 78% e as taxas mistas não chegavam a 18% . Em 2024 e 2025 a taxa mista continuou a crescer e o seu peso aumentou em 2026 e, em julho, tornou-se pela primeira vez a opção dominante nos contratos de crédito da casa existentes em Portugal passou a ser a taxa mista.
Apesar de garantir um período em que a prestação é fixa, que normalmente começa nos dois anos e depois varia consoante a escolha do cliente e a oferta do banco, depois o empréstimo volta a variar em função da Euribor. Apesar desta solução não garantir estabilidade no período total do empréstimo, a maioria das famílias já escolhe a taxa mista nos novos contratos , com esta opção a r epresentar 86% dos empréstimos à habitação em julho, contra 2% a taxa fixa e 12% a taxa variável. Entre quem escolhe contratos de taxa mista o prazo mais comum para o período inicial de taxa fixa é de dois anos.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.