Sánchez fica isolado no Parlamento espanhol por causa da crise em Ceuta
S ánchez, líder do Partido Socialista Espanhol (PSOE), ouviu críticas de toda a oposição, de esquerda e direita, e incluindo das forças que integram a geringonça que viabilizou o atual Governo, em 2023.
As críticas chegaram também dos partidos da plataforma Somar, que está na coligação governamental de Espanha, liderada pelo PSOE, numa sessão no parlamento nacional convocada para Sánchez dar explicações sobre o ocorrido na cidade espanhola de Ceuta no final de julho, quando pelo menos 70.000 pessoas entraram ilegalmente no território, localizado no norte de África, com fronteiras com Marrocos.
"A sua argumentação é demolidora: não soubemos de nada e, portanto, não temos responsabilidade nem culpa de nada. Se esta é a verdade, demita-se por incompetência e, se é falso, demita-se por cumplicidade, senhor Sánchez", disse o líder do Partido Popular (PP, direita) e da oposição, Alberto Núñez Feijóo.
O líder do PP considerou, depois de invocar documentos divulgados nas últimas horas por meios de comunicação social, que é hoje evidente que "a operação saiu de Marrocos, foi consentida por Marrocos e há indícios de que Marrocos a coordenou e o Governo sabia-o porque foi avisado".
Feijóo defendeu também que "Ceuta não sofreu uma crise migratória", mas "uma invasão", e destacou que o próprio Sánchez qualificou o ocorrido como um ataque à integridade territorial de Espanha, mas depois não teve uma resposta adequada a essa conclusão.
"Está em cima da mesa um possível ato de guerra híbrida e perante isso um primeiro-ministro livre tem de dar explicações e tomar decisões.
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