Reino Unido oferece reabastecimento à Arábia Saudita para combater hutis
E m declarações aos jornalistas num voo para Nova Iorque, onde participará na Assembleia Geral das Nações Unidas, Burnham afirmou que acordou que a Real Força Aérea britânica (RAF) disponibilize reabastecimento em voo às aeronaves sauditas.
O acordo tem uma duração prevista de algumas semanas, e a medida será continuamente reavaliada, adiantou.
Burnham disse estar "a agir para garantir os interesses da Grã-Bretanha e da região em geral, pois, naturalmente, a Arábia Saudita tem sofrido ataques e enfrenta a possibilidade de novas perturbações, e precisamos de manter estas rotas (de petróleo) abertas".
As autoridades do Reino Unido dizem que o acordo começará nos próximos dias e envolverá uma aeronave Voyager da RAF a reabastecer aviões sauditas em missões "defensivas".
Após anos de relativa calma no Iémen, a frágil trégua acordada em 2022 entrou em colapso em julho, quando os Hutis desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem no Iémen de um avião com representantes iranianos.
Nas últimas semanas, os Hutis lançaram uma grande ofensiva militar contra as tropas do Governo reconhecido internacionalmente e apoiado por Riade, que está sediado em Aden.
Os Hutis integram o chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, a par do Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque.
Entre 2023 e 2025, atacaram navios comerciais no Golfo de Aden e Mar Vermelho, como forma de apoio ao Hamas na guerra com Israel na Faixa de Gaza.
Paralelamente à sua ofensiva contra as tropas governamentais no Iémen, os Hutis vêm, há meses, a lançar mísseis e drones contra instalações militares e energéticas da Arábia Saudita, ao mesmo tempo que impõem um bloqueio a todas as embarcações ligadas a Riade que transitam pelo mar Vermelho.
Segundo meios de comunicação norte-americanos, o maior produtor de petróleo da OPEP terá pedido a vários países — entre os quais os Estados Unidos — que intervenham militarmente contra os Hutis, algo que estes terão recusado para evitar uma maior escalada no Médio Oriente.
A ofensiva Huti reacendeu a guerra no Iémen, iniciada em 2014 após a tomada de Sanaa e que se encontrava congelada desde que as partes acordaram um cessar-fogo mediado pelas Nações Unidas no final de 2022, que se manteve em grande parte até agora.
Segundo a ONU, quase 130.000 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas no Iémen nas últimas semanas, durante as quais o movimento insurgente aliado do Irão tomou o controlo de grande parte da costa sul iemenita do mar Vermelho, o que aumenta a pressão sobre a Arábia Saudita, somando-se ao bloqueio do estreito de Ormuz.
Os Hutis alegam que as operações militares no Iémen não procuram atingir a navegação comercial, exceto para os navios sauditas, que estão sujeitos a um bloqueio dos rebeldes desde julho.
O líder dos rebeldes Hutis advertiu hoje a Turquia e o Paquistão para que não se envolvessem na campanha militar da Arábia Saudita no Iémen, após estes três países muçulmanos terem assinado um acordo de defesa conjunta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.