Ativo do dia. Médio Oriente e Ucrânia levam petróleo a máximos de duas semanas
O ativo O Brent do Mar do Norte, o contrato de referência para as importações de petróleo para a Europa, é definido com base nos preços dos contratos de futuros negociados em Londres, enquanto o “benchmark” para os EUA, o WTI, é cotado em Nova Iorque.
Os preços desta matéria-prima têm oscilado ao sabor dos ventos geopolíticos e estão acima dos 100 dólares por barril desde meados da semana passada .
Esta segunda-feira abriram a sessão a desvalorizar, à boleia de um acordo de cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia , bem como um anúncio, por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que garantiu, na sexta-feira, que Moscovo iria fornecer mais de 300.000 toneladas de gasóleo ao mercado mundial.
No entanto, este alívio foi sol de pouca dura.
O marco Os preços do Brent chegaram a valorizar esta segunda-feira 2%, para 106,79 dólares por barril, o valor mais alto desde o dia 29 de setembro , ou seja, quase duas semanas.
A causa Não só o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky , acusou a Rússia de violar o cessar-fogo energético , sinalizando que vai continuar os ataques até que Moscovo cumpra o acordo, como os Houthis voltaram a atacar Riade, a capital da Arábia Saudita , durante o fim de semana e esta segunda-feira.
A Arábia Saudita confirmou estar a lidar com novos ataques com drones e mísseis, o que representa novas ameaças à segurança do reino , na sequência dos ataques mais mortíferos desde o início do conflito durante o fim de semana e que visaram o aeroporto de Riade.
Tem havido também ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz, precisamente numa altura em que tem saído mais petróleo do Golfo Pérsico.
O que esperar a seguir O atual cenário de incerteza em torno do conflito impede projeções de elevada certeza .
No entanto, os analistas do Goldman Sachs aumentaram esta segunda-feira as perspetivas para os preços do Brent em dezembro, de 85 para 90 dólares por barril , estimando um prémio de risco em torno dos 20 dólares.
No caso do WTI, os analistas esperam que negoceie no último mês do ano em torno dos 81 dólares e 73 dólares em 2027.
Os preços de referência a nível mundial, do Brent, acumulam uma subida de mais de 70% este ano, com o prolongamento da guerra no Irão .
Os ataques contra a Arábia Saudita surgem apenas uma semana depois de forças apoiadas pelos sauditas no Iémen terem lançado uma campanha para recuperar zonas controladas pelos rebeldes houthis, apoiados pelo Irão.
Na mesma nota em que aumentam as estimativas de preço para o último mês do ano, os analistas do banco norte-americano notam também que os preços poderiam descer para a barreira dos 60 dólares por barril em 2027 caso a produção no Golfo Pérsico retome mais rápido do que o esperado.
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