Deteção de fraude poupa 85,3 milhões de euros às seguradoras em 2025
Os mecanismos de controlo do setor segurador em Portugal permitiram evitar o pagamento indevido de cerca de 85,3 milhões de euros em indemnizações fraudulentas durante o ano de 2025 .
Segundo os dados do Relatório “Fraude aos Seguros – 2025”, divulgados pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS), o valor poupado – que diz respeito ao custo potencial de processos onde a fraude foi efetivamente confirmada – registou uma ligeira descida de 1,6% em comparação com os 86,7 milhões de euros assinalados no ano anterior.
No que respeita ao montante total de indemnizações que foram pagas em processos associados a suspeitas de fraude este fixou-se nos 21 milhões de euros , o que representa uma diminuição de cerca de 18% face aos 25,6 milhões contabilizados em 2024.
Esta diminuição dos valores pagos coincide com uma redução generalizada na deteção e averiguação em todas as fases de análise das companhias de seguros .
Durante o ano, foram assinalados 134.807 sinistros suspeitos, número que reflete uma queda de 5,2% face aos 142.195 casos identificados no ano anterior.
A descida foi ainda mais expressiva no volume de processos submetidos a investigações ou peritagens externas, que caíram 28,2% , caindo de 49.282, em 2024, para 35.365, em 2025.
Em resultado destas ações, o número final de sinistros com fraude efetivamente registada fixou-se nos 17.734 casos , uma diminuição de 7,1% em relação aos 19.090 registados no ano anterior .
APS quer base de dados com quem comete fraudes nos seguros Ler Mais No ramo Automóvel o setor conseguiu uma poupança de cerca de 36 milhões de euros , já no Multirriscos (Habitação e Comércio), poupou cerca de 17 milhões de euros.
A par da redução das fraudes, os custos associados à regularização e averiguação destes processos baixaram 21,6%, ficando-se pelos 6,1 milhões de euros .
A queda generalizada na atividade de averiguação de suspeitas de fraude ocorreu num ano em que a atividade global do setor cresceu.
Com 18,4 milhões de apólices em vigor (+3%), o número de novos sinistros abertos subiu 6,5%, ultrapassando os 1,55 milhões .
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