Desvendar os mitos com a trilogia de D.H. Machado
Desde 2018 que D.
H.
Machado - poeta, dramaturgo e romancista - tem vindo a eclipsar da sua vida as atividades profissionais com que inicia a vida adulta – frequência dos cursos de Direito, Medicina e Relações Internacionais - para se dedicar de corpo inteiro à literatura.
Já com vários títulos publicados, é ao lançar a novela Eu Sou Elvis que o autor alarga a sua base de leitores, tendo editado este ano dois novos romances na esteira desse anterior título amplamente elogiado: When Marilyn Met Jack e A Gramática da Guerra .
Duas obras em registos diferentes e, também, de conceção mais demorada do que Elvis , escrito num único sábado e revisto no domingo seguinte, após ter sido impressionado pelo filme sobre o cantor norte-americano do realizador Baz Luhrman.
Para D.H.
Machado o sucesso de Eu Sou Elvis não alterou o processo criativo dos livros que se seguiram: “Senti alguma responsabilidade, mas foi mais um desafio interior porque quero sempre ir mais além.
Nem foi um romance planeado, o que contraria a minha forma de trabalhar, que é de estruturar tudo até o mais ínfimo pormenor.
Eu conhecia a carreira dele, vi documentários e li biografias, mas ao ver este filme concentrei-me numa sequência de doze minutos em que Elvis está no camarim e é confrontado com a sua imagem a degradar-se e a incerteza sobre o percurso, porque em 1968 já não era a estrela principal do mundo da música.
Nessa dúzia de minutos fechado no camarim, contrariado porque o empresário o força a fazer um especial de Natal para a televisão ( ’68 Comeback Special ), Elvis faz essa retrospetiva íntima.” O programa do canal NBC relançou a carreira de Elvis Presley e D.H.
Machado considera que o seu livro fez o mesmo junto dos leitores: “Depois de lerem o livro foram ver o filme e procurar informações sobre ele, tendo percebido que nem sempre se conhece a história mais pessoal destes grandes mitos, que são humanos e com os mesmos receios e ambições.
Em resumo, o que eu quis fazer no livro era mostrar a fragilidade que atingiu o Rei do rock nesses minutos”.
Se com Eu Sou Elvis , o escritor refaz o velho mito de que o cantor ainda “está vivo”, com When Marilyn Met Jack a aproximação é outra, como diz: “Especula-se muito sobre se houve realmente um romance entre Jack Kennedy e Marilyn.
Há quem diga que sim, mas pode não ser mais do que um mito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.