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Economia

Eurodeputados defensores dos Balcãs preocupados que fundo português Alpac tenha comprado meios de comunicação sérvios

Jornal Económico ·
Eurodeputados defensores dos Balcãs preocupados que fundo português Alpac tenha comprado meios de comunicação sérvios

Sandro Gozi e Vladimir Prebilič, Eurodeputados (do Parlamento Europeu), que têm atuado na defesa do que chamam de direitos democráticos e da liberdade de imprensa nos Balcãs Ocidentais, especialmente na Sérvia, estão “preocupados” com as aquisições de meios de comunicação sérvios feitas pelo fundo português Alpac Capital.

A Alpac Capital é uma sociedade de capital de risco (venture capital) portuguesa — com sede em Lisboa e liderada pelos empresários Pedro Vargas David e Luís Santos — que tem vindo a expandir a sua atuação para o setor dos meios de comunicação social na Europa.

A gestora está no centro da maior operação mediática dos Balcãs dos últimos anos: a compra da Adria News Network (ANN), que inclui a N1, a Nova.rs, o Danas e o Radar — as últimas grandes redações independentes da Sérvia.

Ora a aquisição da Adria News Network (N1, Nova.rs, Danas, Radar) está sob escrutínio formal do Parlamento Europeu (Gozi e Prebilič), da Comissão Europeia e do Comité Europeu dos Serviços de Comunicação Social.

Isto porque a seis dias das eleições legislativas, os dois eurodeputados, Sandro Gozi (Renew Europe) e Vladimir Prebilič (Verdes), levantaram o alerta em Bruxelas, lançando três iniciativas para exigir explicações sobre a aquisição da Adria News Network (ANN) pela European Future Media Investments, ligada à Alpac Capital.

Os eurodeputados questionam o timing da operação e pedem garantias de independência editorial juridicamente vinculativas.

Questionam ainda a saída de dez jornalistas da N1 a 16 de outubro e a nomeações de gestão feitas antes da aprovação regulatória — que a Alpac descreve como passos preparatórios protocolares, sem efeito sobre o controlo.

O CEO da Alpac figura como administrador das empresas sérvias desde 17 de agosto, apesar de o Luxemburgo não ter aprovado a transação; Em comunicado, os deputados, recordam que a UE já classificou a influência política sobre os media sérvios como motivo de séria preocupação.

“O futuro europeu da Sérvia depende de eleições livres e de meios de comunicação livres”, concluíram Gozi e Prebilič.

“Se as últimas vozes independentes se calarem, Bruxelas terá de tirar as consequências no processo de adesão.

O pluralismo dos media não pode ser uma nota de rodapé”, dizem em comunicado.

Para a Alpac Capital trata-se da continuação natural de uma estratégia que já a colocou no capital da Euronews: investir em media europeus plurilingues com alcance regional.

A empresa, regulada pela CMVM e fundada em 2013, já disse que a operação decorre em estrito cumprimento regulamentar e reafirma o compromisso de independência editorial das redações adquiridas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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