Endividamento do setor não financeiro recua para 887,6 mil milhões em julho
O endividamento do setor não financeiro português diminuiu 5,9 mil milhões de euros em julho de 2026, para 887,6 mil milhões de euros, de acordo com a nota de informação estatística hoje divulgada pelo Banco de Portugal.
A descida do mês foi totalmente determinada pelo setor público, enquanto o endividamento das famílias e das empresas privadas continuou a crescer, revela o banco central.
O endividamento do setor público – administrações públicas e empresas públicas – recuou 8,3 mil milhões de euros face a junho, para 386,0 mil milhões de euros.
Segundo o Banco de Portugal, a redução resulta sobretudo do reembolso de títulos de dívida pública de longo prazo, em particular de uma obrigação do Tesouro no valor de 9,3 mil milhões de euros.
Esta queda foi parcialmente compensada pelo aumento das aplicações dos particulares em certificados de aforro e do Tesouro, que fez crescer em 700 milhões de euros o endividamento do setor público perante as famílias.
Setor privado sobe 2,4 mil milhões.
Famílias no máximo histórico Em sentido contrário, o endividamento do setor privado – empresas privadas e particulares – aumentou 2,4 mil milhões de euros em julho, para 501,5 mil milhões de euros.
A maior parte do crescimento veio dos particulares.
O endividamento das famílias subiu 1,6 mil milhões de euros no mês, dos quais 1,4 mil milhões perante o setor financeiro.
O crédito à habitação foi responsável por 1,2 mil milhões desse acréscimo, enquanto os empréstimos para consumo e outros fins contribuíram com 0,2 mil milhões.
Em termos anuais, a taxa de variação do endividamento dos particulares situou-se em 10,0% em julho.
É a subida mais acentuada desde o início da série, em dezembro de 2008, segundo o Banco de Portugal.
O endividamento das empresas privadas também aumentou, em 800 milhões de euros.
O movimento nas empresas resultou de dinâmicas opostas no mercado de títulos: as empresas reembolsaram, em termos líquidos, 600 milhões de euros de títulos de dívida de longo prazo, na maioria detidos por não residentes (400 milhões), mas emitiram 900 milhões de euros em títulos de curto prazo, subscritos sobretudo por não residentes (700 milhões).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.