NTG nega envolvimento na “negociação intergovernamental” sobre fragatas
O Ministério da Defesa reforçou esta quinta-feira que o negócio de três fragatas FREMM EVO, com recurso aos empréstimos europeus mais favoráveis para financiar o investimento em defesa, não teve intermediários, tendo sido feito diretamente entre os Estados português e italiano.
Em comunicado, o ministério tutelado por Nuno Melo reiterou que “no que respeita a este investimento, os contactos e negociações só acontecem a nível dos Estados de Portugal e Itália e apenas ao nível das direções-gerais de armamento dos dois países, sem intervenção da tutela política”.
A posição surge, após, a empresa portuguesa NTG ter esclarecido que “não integrou a equipa formal de negociação intergovernamental”, não participou em “reuniões finais conduzidas diretamente entre os Estados” e não foi “afastada pelo governo das mesmas”.
A empresa destaca assim que participou no processo de compra das três fragatas em representação Fincantieri e não do Estado português, mas não das negociações, negando ainda que reclamou um pagamento.
“ A NTG não reclama, nem reclamou, qualquer pagamento ao Estado português.
A matéria em causa é exclusivamente de natureza comercial entre a NTG e a Fincantier i”, garante, recordando que ao longo dos últimos anos tem desenvolvido um trabalho de apresentação e promoção das soluções navais da empresa italiana.
Na mesma senda, garante que “continuará a defender os seus legítimos interesses pelas vias adequadas, mantendo uma postura de respeito institucional perante o Governo português, a Marinha Portuguesa e todas as entidades envolvidas”.
A aquisição das três fragatas aos italianos da Fincantieri têm gerado polémica, sobretudo o custo de 3,9 mil milhões de euros significa aproximadamente dois terços dos 5,8 mil milhões atribuídos a Portugal através do programa SAFE.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.