Reino Unido abre porta à Alemanha no programa de caças do futuro
O Reino Unido está aberto à entrada da Alemanha no Global Combat Air Programme (GCAP), projeto liderado por britânicos, italianos e japoneses para desenvolver um caça de combate de nova geração , afirmou esta quinta-feira o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, após um encontro com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Berlim.
“Indiquei ao Chanceler a nossa abertura para que a Alemanha se junte ao GCAP.
Isso é algo que pretendemos fazer progredir no próximo período, trabalhando com os nossos outros parceiros, Itália e Japão”, referiu Burnham numa conferência de imprensa, citado pela Reuters .
GCAP avança com contrato de 5,4 mil milhões Ler Mais O GCAP, que junta a britânica BAE Systems, a italiana Leonardo e a japonesa Mitsubishi Heavy Industries, pretende colocar em operação um caça de nova geração a partir de 2035.
O programa recebeu o Canadá como primeiro país observador em julho, enquanto a Arábia Saudita também manifestou interesse.
A entrada da Alemanha poderá ajudar a distribuir os elevados custos de desenvolvimento, numa altura em que o Reino Unido enfrenta também pressão sobre o financiamento da Defesa.
A possibilidade de uma participação alemã ganha força depois de Berlim e Paris terem abandonado o desenvolvimento conjunto do Future Combat Air System (FCAS) , na sequência de divergências entre a Airbus e a Dassault Aviation sobre a liderança industrial e a arquitetura do projeto.
A Alemanha ficou assim com a necessidade de definir uma alternativa para o seu futuro caça de combate, enquanto o Reino Unido procura ampliar a base de parceiros do Global Combat Air Programme.
Canadá quer aderir ao caça de 6.ª geração com Itália Ler Mais A entrada de um novo membro, contudo, não deverá ser imediata nem simples, uma vez que o Japão poderá precisar de garantias sobre o impacto de uma expansão do programa .
Dentro da indústria, há também receios de que a renegociação da divisão de trabalho e das responsabilidades possa atrasar o calendário de desenvolvimento.
Em junho, o CEO da Leonardo, Lorenzo Mariani, sinalizou que a participação alemã no programa, apesar de provocar alguns atrasos, traria benefícios a longo prazo , recordando que a italiana e a britânica BAE Systems colaboraram com sucesso no passado com a divisão de defesa alemã da Airbus no programa Eurofighter Typhoon.
O desenvolvimento do futuro caça de sexta geração entrou, em julho, numa nova fase, depois do grupo de três países ter adjudicado um contrato de 4,6 mil milhões de libras (cerca de 5,4 mil milhões de euros) à Edgewing , o consórcio industrial formado pela BAE Systems, Leonardo e JapanAircraft Industrial Enhancement, apoiada pela Mitsubishi Heavy Industries.
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