Guarda Revolucionária ameaça usar mísseis mais poderosos
Acompanhe o nosso liveblog sobre conflitos internacionais A Guarda Revolucionária do Irão avisou esta quinta-feira que usará mísseis com maior poder destrutivo se a guerra se intensificar na região do golfo Pérsico, numa fase de impasse no processo de diálogo com os Estados Unidos.
“O poder destrutivo das ogivas utilizadas nos mísseis da Guarda Revolucionária supera em muito o das ogivas utilizadas em guerras anteriores”, afirmou o porta-voz da força ideológica do Irão, Hossein Mohabi, em declarações divulgadas pela agência de notícias Tasnim.
Se as confrontações entre as partes se agravarem, as armas utilizadas pela República Islâmica “serão completamente diferentes das do passado em todos os aspetos”, prosseguiu.
As declarações do porta-voz iraniano surgem após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter voltado na quarta-feira às ameaças ao Irão, referindo-se a uma ofensiva económica “sem precedentes”.
Mohabi disse que o Irão está a melhorar continuamente as suas capacidades militares, desenvolvendo armas com maior precisão, poder destrutivo e sofisticação tecnológica.
Nesse sentido, reforçou que o equipamento militar iraniano “ será sem dúvida diferente do que era no passado ” e “qualquer possibilidade é concebível”.
Na sua rede social, a Truth Social, Donald Trump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar “qualquer tipo de tábua de salvação” ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas.
“Isto será um dia D económico “, afirmou o líder da Casa Branca, que pediu aos aliados de Washington que se juntem ao isolamento económico do Irão, com vista também ao enfraquecimento das suas capacidades militares.
Anteriormente, Trump tinha admitido que “ talvez a qualquer altura” Washington e Teerão pudessem retomar negociações para pôr fim à guerra.
Apesar de uma diminuição recente das hostilidades entre Estados Unidos e Irão, a tensão na região permanece elevada no sexto mês de conflito, com as negociações diplomáticas caídas num impasse.
“Nenhuma conversa ou discussão está a ter lugar neste momento nem está programada com a República Islâmica do Irão”, declarou Donald Trump.
As partes assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, que implicou um cessar-fogo imediato na guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, e a abertura de negociações durante 60 dias para um acordo definitivo de paz, prazo que terminou na segunda-feira.
Os dois lados voltaram entretanto aos confrontos pouco depois da assinatura do memorando e o Irão repôs as restrições que mantinha à navegação comercial no estreito de Ormuz — por onde passavam 20% dos bens petrolíferos mundiais antes da guerra —, enquanto os Estados Unidos voltaram a aplicar um bloqueio naval aos portos iranianos.
Trump observou na quarta-feira que a atual situação no estreito de Ormuz “é muito boa” e que muitos petroleiros o estão a atravessar sem problemas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.