Irão ameaça suspender as exportações de petróleo através...
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Nos próximos minutos damos destaque à imprensa norte-americana e também do Médio Oriente, em mais uma edição da "Guerra Traduzida: Especial Irão", hoje com o jornalista Miguel Pina Andrade. Boa tarde, Miguel.
E vamos começar com o Irão que ameaça suspender as exportações de petróleo através do estreito de Ormuz e de outras zonas do Golfo Pérsico.
Sim, uma retaliação contra as novas sanções norte-americanas. Nas redes sociais, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão escreve que se a guerra económica continuar, nenhuma gota de petróleo será exportada. Mohsen Rezaei acrescenta que o Irão vai considerar um ato de guerra qualquer participação ou apoio de outros países à guerra económica dos Estados Unidos contra o povo iraniano.
O Irão, Miguel, que diz que não iniciou a guerra e garante que não vai aceitar condições impostas pelos agressores.
Sim, uma mensagem transmitida pelo porta-voz do Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros, que deixa também a garantia de que o país vai continuar a defender a própria soberania. Citado pela Al Jazeera, Esmail Baghaei acrescenta que o agressor deve ser responsabilizado pelas ações que tomou ao longo do conflito e sublinha também que as instituições iranianas estão determinadas a proteger a soberania do país e também que o Irão não se vai render aos agressores.
E o porta-voz do Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros deixa também um aviso, Miguel, à Bulgária, neste caso, membro da NATO.
Sim, sobre a possibilidade de permitir que o território búlgaro seja utilizado para ações militares israelitas ou norte-americanas contra a República Islâmica. Esmail Baghaei afirma que o país reserva o direito de atacar a origem de qualquer ataque. Citado pela CNN, o porta-voz afirma que não tem qualquer problema com o povo búlgaro, no entanto, deixa claro que qualquer ação considerada como apoio à agressão militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão constitui, ao abrigo do direito internacional, uma participação no ato de agressão. Ora, como prova, Baghaei diz ter várias provas que várias aeronaves de reabastecimento partiram de território búlgaro e que esta é uma ação que contraria o direito internacional. O Irão já tinha alertado anteriormente este país dos Balcãs, que também é membro da União Europeia, para que não permitisse que os Estados Unidos utilizassem as bases aéreas na guerra.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.