Estabelecimento suspenso em Agualva-Cacém: "Perigo iminente". E na cave?
U ma operação de fiscalização a um estabelecimento de restauração e bebidas coordenada pelo Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), através da Divisão Policial de Sintra, detetou "várias irregularidades" naquele espaço. A ação decorreu na passada quarta-feira, dia 19 de agosto, na freguesia de Agualva-Cacém.
A ação contou com a Polícia Municipal de Sintra, a Unidade de Saúde Pública da Amadora-Sintra, o Departamento de Saúde Pública e Bem-Estar Animal do Município de Sintra e o Serviço Municipal de Proteção Civil de Sintra e, "na sequência da fiscalização do referido espaço comercial, foram detetadas várias irregularidades, comunicadas às entidades competentes" , salienta a PSP em comunicado enviado esta segunda-feira às redações.
Assim, "face ao manifesto perigo iminente para a saúde pública, foi determinada e notificada a suspensão imediata da atividade de confeção de refeições" , aponta-se.
A PSP salienta ainda que foram apreendidos "60,3 kg de produtos alimentares diversos por total ausência de rastreabilidade, deficiências no armazenamento e falta de condições de higiene " .
Já "durante a peritagem técnica às infraestruturas", os operacionais da Polícia Municipal de Sintra "identificaram uma situação anómala na cave do imóvel, um cenário que aponta para a eventual utilização do espaço subterrâneo para práticas sexuais , sem qualquer ligação à atividade de restauração formalmente registada".
"Devido à ausência de medidas de autoproteção e à grave precarização dos sistemas de segurança, o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) instruirá um relatório técnico fundamentado com vista a propor o encerramento coercivo imediato do espaço junto das autoridades autárquicas competentes ", é ainda avançado.
Destaca também a PSP que "o sucesso desta operação traduz a eficácia da cooperação institucional entre as forças de segurança, as autoridades de saúde e os serviços técnico-municipais de Sintra".
"A intervenção integrada reitera o princípio da tolerância zero perante infrações que ponham em risco a saúde, o ordenamento do território e a segurança pública, garantindo a reposição da ordem jurídica e a proteção do interesse público", termina o comunicado.
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