Calor: Quase três mil mortes adicionais na Bélgica
D e acordo com um relatório atualizado, na última onda de calor na Bélgica, durante a primeira quinzena de agosto, foi registado um aumento de 7% da mortalidade relacionada com o calor, em comparação com o número esperado de mortes para o período em análise.
Isto representa mais 365 mortes, além das 2.570 anunciadas há duas semanas referentes às duas ondas de calor de junho e julho.
O Sciensano apresentou os números por região, destacando que as mortes adcionais continuam a ser maiores na Valónia (sul francófono) do que na Flandres (norte neerlandês).
Estes episódios foram observados nas três regiões, incluindo Bruxelas em junho e julho, mas não em agosto. Afetaram principalmente "pessoas com menos de 85 anos na Flandres e em Bruxelas" e "pessoas com 85 anos ou mais na Valónia", especificou a autoridade belga.
A Bélgica viveu o verão mais quente de que há registo durante junho, julho e agosto, desde que as medições de temperatura começaram em 1833 na estação meteorológica de referência localizada no município de Uccle, em Bruxelas. Este é um dos efeitos das alterações climáticas provocadas pelos seres humanos, de acordo com os cientistas.
Houve outro pico de calor de 35,9º Celsius a 14 de agosto em Bruxelas, observou o Sciensano no relatório atualizado.
A onda de calor considerada a mais mortífera da temporada continua a ser a primeira, registada entre 18 de junho e 03 de julho, quando foram observadas 2.035 mortes adicionais, ou mais 48,8% do que o esperado.
A 9 de julho, o Sciensano destacou "a natureza excecionalmente mortífera da onda de calor", explicada pela "combinação dos três principais fatores que influenciam a saúde: a duração do episódio, a intensidade das temperaturas e as concentrações de ozono".
"Para cada um destes fatores, este episódio atingiu níveis particularmente elevados", sublinhou o instituto.
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