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Política

Privatização da TAP divide partidos: Governo a "falhar" ou a "reformar"?

Notícias ao Minuto - Política ·
Privatização da TAP divide partidos: Governo a "falhar" ou a "reformar"?

O anúncio da privatização parcial da TAP está a dividir os partidos: à Esquerda, há críticas ao Governo pela venda parcial da companhia à alemã Lufthansa, considerando que este é o primeiro passo para uma privatização total da companhia aérea; já à Direita, há, pelo contrário, quem exija garantias de que a privatização total está em curso.

O socialista Filipe Santos Costa salientou, esta quarta-feira, que o Partido Socialista (PS) "defende a manutenção de uma posição estratégica do Estado na TAP", na sequência do anúncio do Governo dando conta que a Lufthansa foi escolhida para a privatização parcial da TAP.

"Recuperada e reprivatizada a TAP importa que o crescimento da sua atividade e das suas contribuições fiscais permitam que o estado recupere a prazo os 3,2 mil milhões de euros investidos", começou por dizer, em conferência de imprensa, na sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa.

E acrescentou: "Que seja mantida a marca TAP, a sua autonomia e que seja desenvolvida e não retraída a sua atividade de e para o nosso território nacional na pluralidade dos seus aeroportos do norte, centro, sul e ilhas.

Que a TAP continue a assegurar o serviço público entre Lisboa, Faro, Porto, Açores e Madeira, a ligação privilegiada às comunidades portuguesas no estrangeiro, aos países lusófonos e aos principais destinos relevantes para os nossos fluxos de negócios de turismo".

Filipe Santos Costa pediu ainda "que seja tido em conta que o PS defende a manutenção de uma posição estratégica do Estado na TAP e que futuras evoluções teriam de obter o necessário consenso político e parlamentar até porque como sabemos o atual Governo é frágil e sobreviveu apenas graças ao sentido de estado do PS".

O Livre , por sua vez, defendeu que o Governo, "ao privatizar uma parte da TAP e tendo muito provavelmente como intenção privatizar a totalidade da TAP, é um Governo que está a falhar ao país porque está a fazer o que é mais fácil, que é vender os seus ativos".

O porta-voz do Livre, Jorge Pinto, insistiu que "um Governo que tem um ativo como a TAP pública e abdica de ter a totalidade do controlo, podendo pensar na transformação do setor aéreo, na transformação e na transição ecológica também dentro da aviação, é um Governo que falha ao país".

Pelo PCP , o secretário-geral Paulo Raimundo manifestou uma "profunda incompreensão pelo ar alegre e satisfatório" dos membros do Governo no anúncio de hoje, e considerou que "há duas coisas que estão escritas nas estrelas".

"Uma é que o objetivo do Governo é privatizar a TAP a 100%.

E a segunda coisa que está escrita nas estrelas é que não vale a pena confiar em nada do que foi dito, em nada do que está escrito, nem em nada do que está assinado.

Porque nada do que são as chamadas contrapartidas vai ser concretizado", antecipou.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Política.

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