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OE2027. PS levanta dúvidas sobre duas condições para viabilizar, Chega recusa ser “muleta”

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OE2027. PS levanta dúvidas sobre duas condições para viabilizar, Chega recusa ser “muleta”

Os partidos da oposição reagiram esta quinta-feira à apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) com críticas e alertas sobre o cumprimento de condições para a viabilização do documento.

Enquanto o Partido Socialista (PS) “não quer acrescentar às crises uma crise política”, o Chega vai mais além e afirma que é um “mau orçamento”.

O PS manifestou dúvidas se o Governo cumpriu duas das condições que colocou para viabilizar a proposta de OE2027, casos dos investimentos para conclusão de projetos do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e para recuperação dos prejuízos das tempestades.

“Seria muito negativo OE sair do Parlamento a prever défice” Ler Mais Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, o vice-presidente da bancada socialista, António Mendonça Mendes, repetiu a tese de que o PS “não quer acrescentar às crises uma crise política”.

Por outro lado, nunca colocou em causa a abstenção do seu partido na votação do Orçamento na generalidade , mas deixou um aviso para a fase de especialidade na apreciação da proposta do Governo de Orçamento para o próximo ano.

“Uma análise preliminar não nos permite tirar a dúvida sobre se duas das condições [colocadas pelo PS] estão cumpridas.

Uma diz respeito a garantir que todos os projetos que estavam no PRR deveriam ser continuados e, em segundo lugar, que havia cabimentação orçamental para pagar os investimentos dos prejuízos das tempestades do início do ano.

Cabe agora ao Governo, durante o processo de especialidade, que é um processo trabalhoso, demonstrar de forma absolutamente inequívoca que todos esses projetos estão consagrados ”, declarou António Mendonça Mendes.

Antonio Mendonça Mendes Lusa O ex-secretário de Estado socialista frisou que, durante a fase de especialidade, o seu partido quer que o Governo demonstre o cumprimento daquelas duas condições “linha a linha, projeto a projeto” Chega não quer ser “muleta” e vai apresentar “muitas propostas de alteração” O presidente do Chega considerou que o Governo apresentou um “mau orçamento, que não responde às necessidades” e disse que o partido “não é muleta” do Executivo liderado por Luís Montenegro , apesar de não se comprometer para já com um voto contra.

“Este é um mau orçamento, é um orçamento que não responde por isso às necessidades que as pessoas têm e às grandes crises que estão a passar”, afirmou André Ventura, perante a imprensa na Assembleia da República, acrescentando que “vai traduzir-se para os portugueses num brutal aumento do custo de vida”.

Questionado sobre o sentido de voto, o líder do Chega remeteu o anúncio para mais tarde, mas salientou que o seu partido “não é muleta do Governo, nem quer ser”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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