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Economia

Distinção da UNESCO trouxe projeção, turistas e investimento ao Douro

Jornal Económico ·
Distinção da UNESCO trouxe projeção, turistas e investimento ao Douro

Em 25 anos de Património Mundial da UNESCO, o Douro aumentou a projeção internacional, conquistou mais investimento e turistas e o enoturismo provou ser um “bom aliado” para o setor dos vinhos em dificuldade.

“A classificação claro que trouxe mais turistas para o território, muito mais investimento, mas também trouxe, a todos nós, muito mais responsabilidade”, afirmou à agência Lusa o presidente da Turismo da Porto e Norte de Portugal (TPNP).

Luís Pedro Martins classificou a distinção da UNESCO, atribuída a 14 de dezembro de 2001, como uma “marca excecional”.

O Douro é também a região vinícola mais antiga e regulamentada do mundo (1756), onde se juntam o vinho do Porto e outros produtos que, há 25 anos, “não eram tão explorados” como o enoturismo, a gastronomia e o termalismo.

A oferta qualificou-se, diversificou-se para vários perfis de turistas, cresceram as empresas de animação turística e as experiências vão deste a tradicional pisa da uva nos lagares de granito, a vindima, piqueniques ou caminhadas nas vinhas, spa vínicos, mas também se pode amassar pão, varejar uma oliveira ou tosquiar uma ovelha.

“Surgiram “muitas outras oportunidades agarradas a esta grande âncora que foi o reconhecimento pela UNESCO”, realçou.

A classificação assenta também numa paisagem moldada pelo homem ao longo dos séculos, como as vinhas em socalcos e os muros de xisto.

“Nós não teríamos este sucesso sem as vinhas do Douro, que não existirão sem os viticultores (…) Se algum elo falhar nesta corrente falhámos todos”, afirmou, apontando à crise que afeta os viticultores, que têm, cada vez mais, dificuldades em escoar a uva e menos rendimento para sustentarem a vinha.

Luís Pedro Martins disse que, no momento em que o setor dos vinhos atravessa uma fase difícil, o “enoturismo tem provado ser um bom aliado” daqueles que produzem e vendem vinho.

“As vendas decorrentes do enoturismo, nas empresas que têm enoturismo, produção de vinho e distribuição, já representam cerca de 30% das vendas totais e, em alguns casos, já atingiram os 50%”, concretizou, considerando que estes valores “ainda podem crescer”.

No Douro faltam, no entanto, infraestruturas para promover o turismo de negócios (congressos ou conferências) e uma das dificuldades da região é a mão-de-obra, quer na hotelaria, restauração ou na vinha.

Questionado sobre a taxa de solidariedade que se discute para o Douro, Luís Pedro Martins disse que concorda para ajudar os “que constroem este destino”, mas considerou que as receitas provenientes da taxa aplicada aos turistas devem ser repartidas, para ajudar na sustentabilidade dos agricultores, mas também para continuar a fazer a promoção externa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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