Voos podem subir 20% no verão de 2027, alerta Ryanair
Os preços dos voos na Europa poderão aumentar até 20% no verão de 2027, caso os custos do combustível de aviação se mantenham nos níveis atuais, alertou Michael O’Leary, presidente executivo do grupo Ryanair, a 8 de outubro.
O responsável considera que as companhias aéreas terão de transferir parte do aumento dos custos para os passageiros, num contexto de perturbação das cadeias de abastecimento de energia provocada pela guerra com o Irão.
O combustível de aviação está atualmente cerca de 50% mais caro do que antes do início do conflito, segundo O’Leary.
Numa conferência da Airlines for Europe (A4E), em Bruxelas, o responsável afirmou que não espera uma descida significativa dos preços nos próximos 12 a 18 meses, o que poderá prolongar a pressão sobre as tarifas até 2028.
“Estamos todos perante um enorme desafio de custos no próximo ano”, afirmou o presidente executivo da Ryanair, citado pela Reuters.
O responsável considera que o aumento das despesas com combustível terá consequências para o conjunto do setor da aviação europeia, sobretudo para as empresas menos protegidas contra a volatilidade dos preços da energia.
O’Leary não prevê, contudo, uma falta de combustível de aviação na Europa durante o inverno ou até ao verão de 2027, salvo se ocorrerem imprevistos.
O alerta incide sobretudo no preço da energia e no impacto financeiro para as transportadoras, numa altura em que analistas admitem possíveis dificuldades de abastecimento no final de 2026.
A pressão sobre os custos já está a levar várias companhias a rever a sua operação.
Em setembro, a Ryanair anunciou uma redução da capacidade de voos para o inverno e baixou a previsão de passageiros para o exercício financeiro de 2027, de 216 milhões para 214 milhões, numa decisão destinada a limitar a exposição aos custos elevados do combustível.
A companhia irlandesa considera que as tarifas poderão subir de forma significativa se os preços da energia continuarem elevados.
No entanto, O’Leary já afirmou que a Ryanair não pretende introduzir uma sobretaxa específica de combustível, ao contrário do que antecipa para algumas transportadoras concorrentes.
O aumento previsto para o verão de 2027 não constitui uma garantia de subida uniforme em todas as rotas.
A evolução dos preços dependerá da duração do conflito, dos custos do combustível, das estratégias de proteção financeira das companhias e da capacidade de cada transportadora para repercutir as despesas nos passageiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.