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“Fomos violentamente agredidos”. Movimento pela Habitação nega provocação e admite avançar com queixa

SAPO24 ·

O Movimento pela Habitação, que esteve envolvido em confrontos com a Polícia de Segurança Pública (PSP) esta madrugada, no Porto, nega que tenha havido qualquer tipo de provocação contra os agentes.

Os agredidos tencionam recorrer aos serviços de saúde e ao Instituto de Medicina Legal para poderem apresentar queixa.

“As versões que estão a ser passadas são completamente falsas, não houve qualquer tipo de provocação”, afirmou Leonor Figueiredo, do Movimento pela Habitação, em entrevista ao 24notícias .

“A Polícia esteve presente no local durante a tarde e durante o jantar.

Pela 01h00, o chefe da PSP comunicou ao advogado presente no local que as autoridades iam embora e que tínhamos de parar de cantar. (…) Nós acatámos e calámo-nos e disseram-nos que podíamos ficar”.

Leonor Figueiredo acusa as autoridades de terem esperado que a imprensa saísse da Praça D.

João I, no Porto, e que os manifestantes já estivessem a descansar para voltar ao local “com um forte aparato”.

“Chegaram quatro carrinhas da polícia de intervenção, que se começaram a aproximar com um forte aparato.

Nós tentámos proteger os nossos pertencentes e retirámos a tendas”, explicou a manifestante.

“Começaram a investir sobre nós de uma forma inqualificável de violência.

Ninguém respondeu. (…) Fomos atirados, empurrados, encurralados e violentamente agredidos”.

Segundo foi apurado, os confrontos causaram 35 feridos, mas Leonor Figueiredo garante que o número é superior e que há “dezenas e dezenas” de vítimas.

Este elemento do Movimento pela Habitação acusa as autoridades de terem agredido menores, estudantes e pessoas com deficiência.

“Presidente da Câmara do Porto avisou que ia ser implacável, mas só é implacável com manifestantes pacíficos” Numa reação às declarações do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, que afirmou, esta manhã, que as autoridades foram obrigadas a intervir para travar a “atitude provocatória dos manifestantes”, Leonor Figueiredo acusa o autarca de não resolver os problemas da habitação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.

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