“Fomos violentamente agredidos”. Movimento pela Habitação nega provocação e admite avançar com queixa
O Movimento pela Habitação, que esteve envolvido em confrontos com a Polícia de Segurança Pública (PSP) esta madrugada, no Porto, nega que tenha havido qualquer tipo de provocação contra os agentes.
Os agredidos tencionam recorrer aos serviços de saúde e ao Instituto de Medicina Legal para poderem apresentar queixa.
“As versões que estão a ser passadas são completamente falsas, não houve qualquer tipo de provocação”, afirmou Leonor Figueiredo, do Movimento pela Habitação, em entrevista ao 24notícias .
“A Polícia esteve presente no local durante a tarde e durante o jantar.
Pela 01h00, o chefe da PSP comunicou ao advogado presente no local que as autoridades iam embora e que tínhamos de parar de cantar. (…) Nós acatámos e calámo-nos e disseram-nos que podíamos ficar”.
Leonor Figueiredo acusa as autoridades de terem esperado que a imprensa saísse da Praça D.
João I, no Porto, e que os manifestantes já estivessem a descansar para voltar ao local “com um forte aparato”.
“Chegaram quatro carrinhas da polícia de intervenção, que se começaram a aproximar com um forte aparato.
Nós tentámos proteger os nossos pertencentes e retirámos a tendas”, explicou a manifestante.
“Começaram a investir sobre nós de uma forma inqualificável de violência.
Ninguém respondeu. (…) Fomos atirados, empurrados, encurralados e violentamente agredidos”.
Segundo foi apurado, os confrontos causaram 35 feridos, mas Leonor Figueiredo garante que o número é superior e que há “dezenas e dezenas” de vítimas.
Este elemento do Movimento pela Habitação acusa as autoridades de terem agredido menores, estudantes e pessoas com deficiência.
“Presidente da Câmara do Porto avisou que ia ser implacável, mas só é implacável com manifestantes pacíficos” Numa reação às declarações do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, que afirmou, esta manhã, que as autoridades foram obrigadas a intervir para travar a “atitude provocatória dos manifestantes”, Leonor Figueiredo acusa o autarca de não resolver os problemas da habitação.
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