Ucrânia retoma ataques a refinarias russas e Reino Unido financia reparações em Chernobyl
O Reino Unido vai disponibilizar 17 milhões de libras (cerca de 20 milhões de euros) para reparar a estrutura de proteção e o sistema de ventilação da central nuclear de Chernobyl, danificados por um ataque russo com drones em 2025, diz o The Guardian .
O anúncio foi feito após um encontro entre o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, a quem Londres reiterou o seu apoio.
Entretanto, as restrições ao acesso das forças ucranianas ao sistema de satélites Starlink estão a afetar a utilização de drones militares e a agravar as tensões entre Kiev e Washington.
A Europa não dispõe de uma alternativa imediata equivalente, e responsáveis europeus defendem o desenvolvimento de capacidades próprias.
No terreno, a Ucrânia atingiu uma refinaria de petróleo na região russa de Riazan, provocando um incêndio.
Kiev considera terminado o compromisso de suspensão dos ataques a infraestruturas energéticas e acusa Moscovo de continuar a atingir alvos ucranianos.
A Rússia lançou mais de 500 drones durante a noite, segundo a Reuters .
Os ataques provocaram três mortos e seis feridos na região de Kirovogrado e cortes de eletricidade que afetaram cerca de 600 mil pessoas.
Na região de Poltava, uma instalação de extração de gás também foi danificada.
No plano diplomático, persistem as dúvidas sobre a continuidade do apoio ocidental.
Em França, Marine Le Pen contestou a capacidade do país para continuar a financiar a Ucrânia.
Na Alemanha, uma moção simbólica a favor do fim da ajuda militar a Kiev foi aprovada por partidos de diferentes quadrantes políticos no parlamento regional da Saxónia-Anhalt.
Ao mesmo tempo, o Financial Times noticiou que Washington propôs transferir parte dos ativos soberanos russos congelados para uma estrutura sob supervisão norte-americana, numa tentativa de relançar as negociações de paz.
Representantes europeus terão rejeitado a proposta.
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