UE impõe sanções a 1569 pessoas e empresas ligadas à indústria militar russa
A União Europeia (UE) aprovou um novo pacote de sanções contra 1569 pessoas e empresas ligadas ao complexo militar-industrial da Rússia, no âmbito dos esforços para limitar a capacidade de Moscovo de produzir armamento utilizado na guerra contra a Ucrânia.
A decisão foi adotada pelo Conselho da UE a 12 de outubro e constitui o maior conjunto de novas inclusões nas listas de sanções desde o início da invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022.
As medidas abrangem 826 empresas russas e 743 pessoas que exercem funções de direção nessas organizações, segundo o Conselho da UE.
As entidades visadas estão envolvidas no fornecimento de componentes essenciais para alguns dos sistemas de armamento mais avançados da Rússia, incluindo mísseis balísticos, drones e aeronaves militares.
O novo pacote procura atingir sobretudo os fornecedores que sustentam a indústria de defesa russa, incluindo empresas que produzem componentes eletrónicos, semicondutores, microcircuitos, computadores, equipamentos de comunicação, radares, sistemas de navegação, explosivos, munições e componentes para sistemas aeroespaciais.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que mais de metade das novas sanções incide sobre a cadeia de produção dos mísseis balísticos utilizados pela Rússia nos ataques contra a Ucrânia.
“Hoje, a UE adotou o maior conjunto de novas sanções desde 2022.
Quase 1600 inclusões visam o complexo militar-industrial russo”, declarou Kallas, numa mensagem divulgada pelo Conselho da UE.
A responsável acrescentou que mais de metade das medidas se concentra na cadeia de produção de mísseis balísticos, que, segundo afirmou, a Rússia utiliza para atacar civis ucranianos.
O objetivo passa por dificultar o acesso da indústria militar russa a tecnologias e materiais necessários à produção e manutenção de armamento.
A UE pretende, assim, reduzir a capacidade de Moscovo para sustentar a guerra e responder à intensificação dos ataques contra infraestruturas civis ucranianas.
Segundo a informação divulgada pelas instituições europeias, as empresas agora visadas representam uma parte relevante da estrutura industrial militar russa.
O conjunto das organizações abrangidas gera um volume de negócios anual de, pelo menos, 20 mil milhões de euros e emprega mais de 250 mil pessoas.
As sanções implicam o congelamento dos ativos das entidades e pessoas incluídas nas listas.
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