9h. Câmara de Gaia recua e não vai vedar o Jardim do Morro
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Radiador 91. As notícias das 9, com o jornalista Luís Soares. Começamos com mais uma polêmica relacionada com o Ministro da Administração Interna. Luís Neves conduz um carro que foi apreendido pela PJ no tempo em que ainda era diretor nacional da Judiciária. Em causa pode estar uma violação dos protocolos de segurança.
Isto porque Luís Neves dispensa motoristas e seguranças, conduz a viatura de serviço que conduzia quando liderava a Direção Nacional da Polícia Judiciária. De acordo com a investigação da TVI, CNN e Nascer do Sol, é um carro desportivo apreendido num processo-crime que foi cedido ao Ministério da Administração Interna em regime de comodato. De acordo com a reportagem, a condução do próprio carro de serviço constitui uma violação da norma associada à avaliação de segurança que lhe foi atribuída pelo SIS, pelo Serviço de Informações de Segurança, quando entrou pro governo, o grau três de ameaça pública numa escala de zero a cinco. Em direto neste jornal das 9 está José Manuel Anes, criminalista e fundador do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo. Obrigado por se juntar a nós, José Manuel Anes. Pode estar aqui, de fato, como sugere a reportagem, uma violação dos protocolos de segurança do governo?
Eu preciso dizer que eu fui colega do Luís Neves, sou amigo dele e, portanto, sou, de alguma maneira, uma parte interessada. Mas, na verdade, eu creio que daquilo que eu conheço do percurso dele, antes de me reformar, ainda fui colega dele durante um tempo, ele estava à frente desse CIB. Mas eu acho que há coisas que são, de alguma maneira, um certo facilitismo. Oito anos à frente da Polícia Judiciária deram-lhe realmente uma posição de grande vantagem relativamente ao fato dele ter sido muito expedito em determinadas soluções. É um fato. Eu creio que não há, que eu saiba, nenhuma violação de normas criminais, mas o que acontece é que quando se facilitam algumas coisas, depois mais cedo ou mais tarde pode haver problemas. E creio eu que é isso que acontece, basicamente.
Exatamente, tal e qual. É isso mesmo. Mas realmente, por um lado, facilita a resolução de problemas, por outro lado, pode arranjar problemas no futuro.
O que significa exatamente, José Manuel Anes, este nível três do grau de ameaça pública? O que significa exatamente esta escala e como é que se atribui este grau três, nomeadamente a um ministro da Administração Interna?
Há funcionários da função pública no nível superior, que podem sentir ameaças e ser ameaçados e ter problemas com criminalidade de vários tipos, crime organizado, terrorismo, etc. Nesse sentido, creio que é essa a avaliação que o SIS fez.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.