Carneiro pede a Montenegro para revelar razão, valor e financiamento da compra de 13,7% da REN
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro disse este domingo que o primeiro-ministro Luís Montenegro de explicar as razões o valor da compra de uma participação de 13,7% da REN – Redes Energética Nacionais, de forma a garantir a “confiabilidade” na governação.
“Queria perguntar ao doutor Luís Montenegro qual é a razão para a decisão que tomou de comprar 13,7% da REN “, num discurso num arraial popular em Olhão e que marca a rentrée socialista.
“ Qual é a fonte de financiamento ? Qual é o valor da compra e porque razão optou por comprar a uns acionistas da REN e não a outros ?”, continuou.
O líder socialista questionou também se o primeiro-ministro “está em condições de garantir aos portugueses que a posição que o estado agora vai compra permite ao Estado determinar e participar na definição estratégica da rede elétrica nacional ou não está em condições de garantir que o Estado nas opções estratégicas da REN”.
“São perguntas que deve responder com clareza, para garantir confiabilidade”, urgiu Carneiro.
O Estado português voltou ao capital da REN, a empresa responsável pela segurança do abastecimento, gestão e planeamento de investimentos na rede elétrica, cujo maior acionista é a chinesa State Grid.
A Pontegadea Inversiones celebrou um contrato com a Parpública para a venda de 91.723.676 ações da REN, representativas de 13,7% do capital da empresa, foi esta sexta-feira comunicado ao mercado.
O primeiro-ministro justificou a opção com a necessidade de salvaguardar o interesse nacional e baixar o preço da energia.
O líder do PS acusou o primeiro-ministro de ter feito um discurso de rentrée de “autojustificação e censura” aos jornalistas, considerando que o “rei vai mesmo nu” e que o Governo não tem sabido reagir às crises.
“Luís Montenegro optou na sexta-feira por um discurso de autojustificação e de censura àqueles que realizam o escrutínio do seu Governo.
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