sexta-feira, 9 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Economia

Economia francesa pode ter-se tornado “grande demais para salvar”, sugere Krugman

Jornal Económico ·
Economia francesa pode ter-se tornado “grande demais para salvar”, sugere Krugman

A economia francesa poderá ter-se tornado “grande demais para salvar”, argumenta o Nobel da Economia Paul Krugman, que fala numa “trajetória orçamental insustentável” para o gigante europeu.

Numa publicação no seu blog da Substack, o economista laureado lembra a subida do endividamento público da segunda maior economia europeia, bem como o descontrolo da despesa e os crónicos défices orçamentais – ainda mais penalizadores na ausência de circunstâncias especiais como uma recessão ou guerra.

No entanto, todos estes aspetos são transversais à maioria das economias avançadas, ressalva.

“França destaca-se, mesmo entre as nações mais orçamentalmente atrapalhadas, por uma questão: a sua incapacidade persistente em se tornar realista quanto à reforma”, sublinha.

A economia gaulesa regista a idade efetiva média de reforma mais baixa da Europa Ocidental e uma das mais baixas do continente, com 60,4 anos, e a idade legal de aposentação no país estava em apenas 62 anos, consideravelmente acima da Dinamarca, por exemplo, onde estava em 67.

Com uma esperança média de vida de 87 anos, é fácil de compreender que “a pressão orçamental criada maioritariamente pelo plano de pensões generoso francês está a obrigar a cortes noutros gastos, nomeadamente na educação”.

Em termos reais, os juros franceses permanecem relativamente contidos e, mesmo usando as taxas de mercado, as yields a dez anos continuam abaixo das registadas nos EUA, relembra Krugman.

Mas a realidade é que o disparo que se faz sentir em várias economias foi particularmente intenso para França, levando a que os seus juros ultrapassem, por exemplo, os italianos, o que sugere uma preocupação de mercado focada no caso francês.

“E a dependência francesa do euro significa que é demasiado fácil esta perda de confiança transformar-se numa crise feia”, escreve.

Revisitando a crise de 2010-12 nas soberanas europeias, Krugman relembra que os problemas de mercado terminaram com a célebre frase de Mario Draghi, então presidente do Banco Central Europeu (BCE), que faria “o que fosse preciso” para salvar a moeda única.

No entanto, há duas diferenças relevantes entre a Grécia e Portugal em 2012 e França atualmente.

A primeira são os cortes na despesa.

Krugman defende que a austeridade imposta a Atenas e Lisboa foi “loucamente excessiva de um ponto de vista económico, mas significou que estes países podiam alegar que mereciam ser resgatados” face ao esforço que estavam a levar a cabo.

França, pelo contrário, “afasta-se ainda mais da responsabilidade orçamental”, gerando mais tensão nos mercados.

Ler a notícia completa no Jornal Económico ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

Mais de Jornal Económico

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›