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Jesus para ressuscitar o entusiasmo e o orgulho português em ver a Seleção jogar⁣⁣

Diário de Notícias ·

⁣⁣Não há melhor ponto de partida para analisar o que se espera de Jorge Jesus na nossa Seleção do que fazer um balanço do trabalho do seu antecessor, Roberto Martínez.⁣⁣⠀ Martínez chegou a Portugal com uma desconfiança vinda do povo português, que nunca se transformou em confiança.⁣⁣⠀ Nem mesmo depois da conquista da Liga das Nações, em 2025, o técnico espanhol conseguiu “surfar” numa “onda” de entusiasmo.⁣⁣⠀ ⁣⁣Para além da má gestão de algumas individualidades, houve 2 grandes motivos para esta falta de popularidade de Martínez junto dos portugueses: a comunicação pouco transparente e o paupérrimo nível exibicional da equipa.⁣⁣⠀ Face ao curto espaço de tempo, nas pausas para as seleções, para treinar e assimilar conceitos, é totalmente legítimo um selecionador optar por ter um grupo de 15 a 20 jogadores que, independentemente do rendimento nos clubes, caso esteja em condições físicas, é sempre chamado.⁣⁣⠀ A questão é que Martínez nunca teve a honestidade para assumir que tinha esta filosofia…⁣⁣⠀ Pior do que isso, na tentativa de agradar tudo e todos – acabando por não agradar ninguém – ia alimentando expectativas a jogadores que ele sabia perfeitamente que não iriam entrar nas suas convocatórias.

O caso de Paulinho foi o mais “badalado”.⁣⁣⠀ As listas de convocados de Roberto Martínez foram sempre tema de debate na comunicação social…O que teria sido uma forma de pensar totalmente legítima acabou por se virar contra o próprio por uma mera questão de comunicação pouco transparente.⁣⁣⠀ Independentemente desta artificialidade na comunicação, o mais importante no futebol é o que se passa no relvado.

E aí surgia outro problema para Roberto Martínez.⁣⁣⠀ Martínez não foi capaz de criar uma identidade de jogo que valorizasse as características dos nossos melhores jogadores.

Ao longo do seu período enquanto selecionador nacional, nunca foram visíveis dinâmicas coletivas assentes em convicções fortes.⁣⁣⠀ No fundo, Martínez não soube transformar o nosso grupo de jogadores de topo num coletivo de topo.

A qualidade individual que temos dava-nos garantias que podíamos sonhar alto.

Contudo, o que víamos no campo era uma equipa sem estofo para cumprir com as expectativas altas que tínhamos (e temos).⁣⁣⠀ Estava à vista de todos – acredito que até mesmo do próprio – que a saída de Roberto Martínez era uma inevitabilidade.

O que aconteceu no Mundial 2026 foi apenas a “gota de água”.⁣⁣⠀ Posto isto, o cenário de mudança era uma necessidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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