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Ucrânia resgata soldado ferido (e preso há 491 dias) com recurso a drone

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Ucrânia resgata soldado ferido (e preso há 491 dias) com recurso a drone

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Kostiantyn "Magura" Vlasenko foi transportado por via aérea num drone "Heavy Shot Ayudag-6", a partir de uma zona onde nenhum outro transporte conseguia chegar, devido às minas deixadas pelos russos e aos drones inimigos, de acordo com o meio ucraniano Mezha.

A 2 de junho do ano passado, o soldado da 30.ª Brigada Mecanizada e um dos seus colegas partiram para a linha de frente em Kupiansk, na margem esquerda do rio Oskil. Na zona cinzenta, o militar foi obrigado a esconder-se num dos edifícios abandonados, depois de o seu local de refúgio ter ficado inundado.

O seu colega morreu no dia 14 de fevereiro deste ano, enquanto se dirigia para um ponto de apoio. O mesmo drone russo que matou o soldado feriu Vlasenko em ambas as pernas e, para sobreviver, o homem viu-se forçado a amputá-las. Assim, deixou de conseguir sair daquela posição por conta própria.

O batalhão tentou fazer uso de um complexo robótico terrestre para resgatar o militar, mas os russos detetaram e destruíram a plataforma. Os grupos de infantaria também não conseguiam alcançar aquela posição, devido à forte presença do inimigo no ar e à infantaria infiltrada. A cada quatro ou cinco dias, Vlasenko recebia comida, cigarros e doces via drone, mantendo a comunicação com o Exército por rádio.

Foi o chefe dos serviços de informação do 2.º Batalhão Mecanizado quem teve a ideia de resgatar o soldado por via aérea. Para a missão, cujo planeamento demorou cerca de seis meses, os combatentes recorreram ao recém-criado drone "Heavy Shot Ayudag-6", com capacidade de carga até 130 quilos, equipado com um cabo com guincho.

A preparação para o voo durou sete dias, tendo implicado o planeamento de rotas e de locais alternativos para uma aterragem de emergência, no caso de uma avaria técnica. Ainda assim, o principal risco residia no processo de suspensão, já que Vlasenko tinha de se prender ao cabo por conta própria. Um dia antes da partida, um drone lançou ao soldado equipamento de alpinismo comercial e um telemóvel com instruções em vídeo sobre como utilizar o sistema de fixação. Qualquer erro ou perda de consciência durante o voo significava uma queda.

O drone permaneceu no ar menos de uma hora e meia, e o operador esteve sempre em contacto com o militar, através de uma câmara de bordo equipada com microfone. Numa posição intermédia, o ferido foi desengatado do guincho, e o complexo robótico terrestre "Mirotvorets" entrou em ação, tendo percorrido mais de oito quilómetros de terreno acidentado.

Numa zona segura, a equipa transferiu Vlasenko para um carro e levou-o para o posto médico, onde o soldado recebeu cuidados de emergência. Já o "Heavy Shot Ayudag-6" regressou à base em perfeitas condições, após a substituição das baterias.

"O voo decorreu tranquilamente, passei a maior parte do tempo a observar a paisagem. Quando aterrei, senti segurança e alívio – em breve vou finalmente ver a minha família.

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