Numa sala onde a China era o elefante, Rubio pediu segurança e Rangel ofereceu ‘screening’
As perguntas do jornalista eram duas – uma para Marco Rubio e outra para Paulo Rangel -, mas diretas e genericamente relacionadas no tema: a dependência europeia da China e a restrições a investimentos de Pequim em setores estratégicos como a energia e a banca em Portugal .
Os chefes da diplomacia dos EUA e de Portugal fizeram justiça aos cargos: conseguiram transmitir as ideias sem fazer da China o centro das mensagens.
A de Rubio era de que os países europeus têm de diversificar as fontes de compra (afastando-se de Pequim); a de Rangel de que Portugal vai acelerar o processo de ‘filtrar’ quem investe no país .
“É basicamente a mesma pergunta”, disse Rubio, em conferência de imprensa conjunta no Palácio das Necessidades, em Lisboa, antes de responder de forma indireta à questão.
“ Consideramos que não é bom para nós, para Portugal, nem para qualquer país, depender de outro país para 95% dos seus produtos farmacêuticos “.
“Portugal é porta ideal para tecnologia dos EUA” Ler Mais “ Achamos que é necessária diversidade e aprendemos isso da maneira mais difícil, durante a Covid-19 .
Vimos durante a pandemia que havia coisas que tomávamos como garantidas e que não estavam disponíveis para nós.
Não por causa de tarifas, nem por causa de um embargo, nem por culpa de alguém; ficaram indisponíveis porque as cadeias de abastecimento foram interrompidas”, recordou Rubio.
“E aprendemos como é perigoso depender excessivamente de uma única região do mundo para tudo o que obtemos”.
O Secretário de Estado da administração Trump acabou por voltar ao tema na energia.
“É por isso que dedicámos tanto tempo a diversificar o nosso portfólio energético” , adiantou.
“E mesmo agora, os acontecimentos recentes lembram-nos que não podemos continuar a depender de que ‘x por cento’ da energia mundial provenha de uma região do mundo que se encontra frequentemente em conflito “.
Há sempre a preocupação de que existam certos setores que são tão críticos para a nossa segurança nacional que temos de ter cuidado com o que permitimos e com o tipo de empresas a que permitimos investir na nossa economia.
Marco Rubio Secretário de Estado doe EUA Para os Estados Unidos, “há sempre a preocupação de que existam certos setores que são tão críticos para a segurança nacional que temos de ter cuidado com o que permitimos e com o tipo de empresas que permitimos investir na nossa economia”.
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