Trump cancela transmissão de execução. Será a primeira execução militar nos Estados Unidos em 60 anos. O que é um pelotão de fuzilamento?
Trump recuou na intenção de transmitir publicamente a execução de Nidal Hasan, mas manteve a data prevista e o método de execução.
A decisão surge após críticas à divulgação pública de uma morte por parte do Estado.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu cancelar os planos para transmitir em direto a execução de Nidal Hasan, antigo psiquiatra do Exército norte-americano responsável pelo ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, em novembro de 2009.
Trump tinha inicialmente apoiado a ideia de transmitir a execução pela Internet, com a justificação de que mostrar publicamente as consequências de atos terroristas poderia funcionar como um elemento dissuasor.
No entanto, perante as críticas à iniciativa, acabou por recuar, segundo a BBC , diz que muitas pessoas, apesar de bem-intencionadas, preferiam não assistir à morte do condenado.
Numa declaração divulgada na quinta-feira, Trump afirma que a execução se realizará na mesma, conforme previsto, mas sem transmissão pública.
Acrescentou que as famílias das vítimas terão a possibilidade de assistir presencialmente, pois estas merecem testemunhar a aplicação da justiça.
O ataque à base de Fort Hood O ataque ocorreu a 5 de novembro de 2009, quando Nidal Hasan abriu fogo num edifício médico da base militar de Fort Hood, no Texas.
No local encontravam-se militares que aguardavam exames médicos e vacinas antes de serem destacados para missões.
O ataque provocou a morte de 13 militares desarmados e deixou dezenas de feridos.
Segundo o artigo, 32 pessoas ficaram feridas.
O incidente foi considerado o ataque fora de contexto de combate mais mortífero alguma vez ocorrido numa base militar norte-americana.
Hasan, que trabalhava como psiquiatra do Exército, admitiu em tribunal ter sido o autor dos disparos e pediu desculpa pelos seus atos, classificando-os como “erros”.
Durante o julgamento militar, em 2013, afirmou acreditar que estava a proteger os muçulmanos e os talibãs no Afeganistão das forças armadas dos Estados Unidos.
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