A caixa negra dos dados e o silêncio português
No início deste ano, o sítio da Sociedade Civil perguntou se o Estado Português estava a preparar uma "caixa negra" de dados com a Palantir.
A pergunta ficou até hoje sem resposta.
Procurámos e não encontrámos nenhum contrato público, embora estas compras possam passar por integradores e subcontratados sem que a marca apareça.
O que nos preocupa não é o que já foi comprado.
É a falta de regras orientadoras para a aquisição de uma futura plataforma de dados públicos.
Estas plataformas chegam normalmente através de consultoras parceiras.
A Igeneris, de Madrid, é parceira oficial da Palantir e abriu um escritório em Lisboa em 2025.
É uma atividade legítima e é assim que este mercado funciona.
Entretanto, vários países europeus mudaram de posição.
Na Suíça, o Exército recusou a Palantir por receio de que o governo norte-americano pudesse aceder a dados militares sensíveis.
Em França, a DGSI, os serviços de informações internos, decidiu substituí-la por uma solução francesa e a Alemanha fez o mesmo.
Em Espanha, o Governo orientou as empresas em que o Estado participa a não celebrarem novos contratos com a Palantir.
Há, porém, uma lição comum.
Em França a transição só termina em 2028 e em Espanha o contrato com as Forças Armadas manteve-se.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.