Médio Oriente: Ataque deixa gasoduto na Síria inoperacional uma semana
U m gasoduto no nordeste da Síria foi hoje alvo de um ataque de autoria ainda desconhecida, que deixará a infraestrutura inoperacional até à próxima semana, informou a agência oficial de notícias SANA.
O diretor do Gabinete de Comunicação Social da Companhia de Petróleo Síria, Odai al Satouf, disse à agência que o gasoduto de Al Jabsah foi alvo de um ataque na região de Al Arabidi, a cerca de 60 quilómetros da cidade de Al Shaddadi, o que provocou um incêndio nas instalações.
"A previsão é que os trabalhos [de manutenção] estejam concluídos no início da próxima semana, altura em que as operações de bombagem e fornecimento voltarão à normalidade", acrescentou.
Durante este período, "a empresa trabalhará para garantir o abastecimento de gás às centrais de geração elétrica através de soluções alternativas, assegurando, assim, o seu funcionamento contínuo e ininterrupto", adiantou.
Este é o segundo ataque sofrido por este gasoduto — que transporta gás do nordeste para o sudoeste da Síria — nas últimas semanas.
A 28 de setembro, a Companhia Síria de Petróleo denunciou um ato de sabotagem numa instalação no sul da província de Deir al-Zor, também de autoria desconhecida.
O incidente, após o qual as autoridades competentes conseguiram "identificar os autores, detê-los e encaminhá-los para a justiça", ocorreu de madrugada numa instalação na província de Al-Hasakah, segundo a empresa.
A petrolífera referiu que a sabotagem faz parte de uma "série de ataques (...) que visaram recentemente várias tubagens e instalações energéticas na Síria", ações que "prejudicam infraestruturas vitais".
A 01 de outubro, outra explosão num gasoduto perto de Damasco deixou três centrais termoelétricas inoperacionais.
Estes incidentes ocorrem numa altura em que os sírios tinham saído à rua, em meados de setembro, para protestar contra o aumento dos preços dos combustíveis — provocado, segundo as autoridades, pela guerra regional.
A produção de petróleo, gás e eletricidade da Síria foi fortemente afetada pela guerra civil que devastou o país entre 2011 e 2024.
Atualmente, o país depende em grande parte das importações para satisfazer as suas necessidades petrolíferas, enquanto as suas infraestruturas energéticas permanecem obsoletas após mais de uma década de falta de manutenção.
O novo regime da Síria procura agora alargar a sua cooperação com grandes empresas internacionais e aproveitar a capacidades e as modernas tecnologias de exploração e produção para apoiar o seu setor energético.
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