Carneiro promete resposta a preços da energia com propostas no OE2027
O secretário-geral do PS anunciou, neste sábado, que, na especialidade do Orçamento do Estado para 2027, vai apresentar propostas para responder ao aumento do custo de vida, concretamente combustíveis, energia e alimentação, sem “comprometer o equilíbrio das contas públicas”.
José Luís Carneiro abriu a Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa para discutir o OE2027, a falar de um “mau orçamento”, em relação ao qual propõe a viabilização pela abstenção dos socialistas por considerar ser dever de todos “evitar uma crise política”.
“Não é naturalmente o nosso orçamento e não são as nossas opções, mas é também a pensar nas pessoas que nós, na especialidade, vamos apresentar as nossas propostas.
Propostas para que o orçamento possa dar respostas ao aumento com o custo de vida.
Manteremos essa linha de coerência”, anunciou.
Carneiro propõe abstenção e admite que podia ser diferente Ler Mais De acordo com o líder do PS, no processo da especialidade os socialistas vão “apresentar propostas para responder ao aumento dos custos com os combustíveis, com o gás, com a eletricidade, com os bens alimentares essenciais”.
“E, quero ser claro, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas e mantendo a responsabilidade com as futuras gerações.
Fá-lo-emos, e devo dizer-vos, saberemos como fazê-lo, mantendo as prioridades e o equilíbrio das contas do Estado”, assegurou.
O objetivo de Carneiro é sugerir outra “hierarquia nas prioridades políticas para servir as portuguesas e os portugueses”.
“Perante o quadro internacional que estamos a viver, impedir uma crise política deveria ser um dever de todos”, justificou, admitindo as “divergências profundas em relação ao caminho político que está a ser feito”.
PS vai viabilizar propostas do Governo na energia Ler Mais Considerando que são precisas “mais do que palavras”, o líder do PS referiu que “há quem pense mais no interesse partidário do que no interesse do país”.
“Eu não fui eleito secretário-geral do PS para pensar no interesse estrito do PS.
Eu fui eleito para pensar e colocar em primeiro lugar o interesse de Portugal”, explicou.
Logo no arranque da sua intervenção, Carneiro admitiu que as “convicções mais profundas” levariam a um voto contra num “mau Orçamento do Estado”, mas explicou que optou pela abstenção porque a oposição é ao Governo e não ao país.
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