Rússia testa míssil e admite paz "parada"
As forças russas testaram esta sexta-feira o lançamento de um míssil balístico intercontinental, informou o Ministério da Defesa no dia em que o Kremlin reconheceu que o processo de paz com a Ucrânia está “completamente parado”.
O míssil de combustível sólido foi lançado a partir do Cosmódromo de Plesetsk, no noroeste do país, e atingiu o alvo no campo de testes de Kura, na península de Kamchatka, no Oceano Pacífico, depois de viajar cerca de seis mil quilómetros.
O teste tinha como objetivo verificar as características táticas, técnicas e de voo do míssil , para o qual Moscovo notificou os Estados Unidos com mais de 24 horas de antecedência.
Segundo a agência Bloomberg, o líder do Kremlin pretende intensificar os ataques contra o território ucraniano com mísseis balísticos convencionais.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, viajou pela primeira vez para Moscovo na terça-feira, com a missão de alertar a Rússia sobre uma eventual ação de provocação contra um país da NATO, segundo relataram o The Wall Street Journal e a cadeia CBS.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a visita do chefe dos serviços de informação a Moscovo, mas negou que estivesse relacionada com qualquer intenção da Rússia de testar a NATO, classificando a viagem como “quase de rotina”, embora tenha sugerido que estava relacionada com a guerra na Ucrânia.
O Kremlin, por seu lado, negou na quinta-feira que a Rússia tenha planos para atacar um membro da NATO , ao mesmo tempo que acusou os países europeus aliados de Kiev de seguirem uma política agressiva em relação a Moscovo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, disse esta sexta-feira não acreditar que Vladimir Putin tenha ideias de promover um ataque militar a um membro da aliança atlântica, mas também aconselhou a não se subestimar Moscovo.
“Não creio que a Rússia vá atacar a NATO e, certamente, o que estão a fazer em Moscovo não deve ser subestimado: estou a pensar em ataques cibernéticos”, afirmou o chefe da diplomacia da Itália, país membro da organização transatlântica e aliado da Ucrânia.
Tajani disse que os membros da aliança estão organizados e a repelir ataques diariamente, rejeitando a criação de “um clima de agitação e de medo”, até porque considera que a Rússia sairia “perdedora” de um conflito com o Ocidente.
“Não creio que Putin cometesse o erro de atacar para ser derrotado” , acrescentou.
O porta-voz da presidência russa declarou esta sexta-feira que o processo de negociações promovidas por Washington com a Ucrânia “está completamente parado” e sem novas ideias para encontrar uma saída para o conflito, iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa do país vizinho.
“Este assunto está atualmente suspenso.
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