"Ataque massivo" faz pelo menos 16 mortos na região de Kiev. Zelensky diz que Rússia "investe em mísseis balísticos"
Ataques russos fizeram, pelo menos, 16 mortos na região de Kiev entre a noite de quarta-feira (19 de agosto) e a manhã desta quinta-feira (20), indicaram as autoridades ucranianas.
Há ainda a registar dezenas de feridos.
O presidente ucraniano lamentou o "ataque massivo", pediu uma resposta internacional à ofensiva de Moscovo e acusou a Rússia de estar a planear estes bombardeamentos "há muito tempo, combinando diferentes tipos de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, com o objetivo de causar o máximo de danos possível às infraestruturas civis".
Volodymyr Zelensky referiu-se à "destruição" em Kiev, bem como nas regiões de Odessa e Chernihiv.
"No total, 30 edifícios residenciais, uma escola comum, um hospital infantil e um jardim de infância foram danificados só em Kiev e na região", detalhou.
"Infelizmente, enquanto Moscovo investe em mísseis balísticos e na escalada do conflito, estes ataques nem sempre recebem a resposta que deveriam por parte do mundo", considerou.
"E enquanto a Ucrânia não tiver defesa antibalística suficiente, a Rússia não levará a paz a sério", alertou.
Zelensky afirmou que o país está fazer "o possível para garantir" essa proteção, mas, disse, "os intercetores Patriot ainda não podem ser substituídos".
"Precisamos deles diariamente", realçou.
"Cada míssil [antimíssil] adicional salva vidas.
Agradeço a todos os que compreendem isto e estão a procurar e a encontrar formas de ajudar", escreveu na mensagem que publicou nas redes sociais, onde partilhou imagens da destruição causada pelos bombardeamentos da última noite.
Zelensky pede aos aliados "que não permaneçam em silêncio" "É importante que os parceiros da Ucrânia não permaneçam em silêncio sobre este e outros ataques semelhantes e ajudem realmente a proteger o nosso povo, a proteger a vida na Ucrânia" , apelou Zelensky numa outra publicação.
O presidente ucraniano classificou o ataque russo como sendo "um dos mais cínicos, calculados e de grande escala", no qual foram utilizados vários tipos de mísseis e 168 drones.
"No geral, a taxa de interceção de mísseis de cruzeiro foi de 93%, e uma percentagem significativa de drones também foi abatida", informou Zelensky, reconhecendo que "a maior ameaça são os mísseis balísticos".
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