Mais de 30 reclusos em greve de fome na Guiné-Bissau
Mais de 30 reclusos da prisão de Alta Segurança de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, iniciaram esta segunda-feira uma greve de fome em protesto contra a proibição de saída das celas para o pátio de repouso do estabelecimento prisional.
A informação é avançada pela rádio Sol Mansi, da Igreja Católica, que cita fontes familiares dos reclusos, consultadas pela Lusa nas redes sociais da estação.
A greve de fome foi decretada, alegadamente, pela escassez de guardas prisionais no centro de reclusão de Bafatá , cujos seis agentes se encontram, atualmente, em licença para frequência de cursos em Bissau.
De acordo com as mesmas fontes, o diretor do estabelecimento teria ordenado que não ocorressem substituições dos agentes em falta.
“Devido à falta do pessoal para assegurar a vigilância e movimentação dos reclusos, estes relatam (aos familiares) que permaneceram trancados nas celas por mais de 24 horas consecutivas durante o último domingo, sem acesso ao pátio”, escreve a rádio Sol Mansi.
Como forma de denunciar a situação, mais de 30 reclusos iniciaram hoje uma greve de fome por tempo indeterminado até que lhes seja restituída a possibilidade de sair regularmente para o pátio do estabelecimento prisional, acrescenta a estação.
A rádio Sol Mansi indica que tentou “por diversas vezes” contactar os responsáveis pelos serviços prisionais de Bafatá e o gabinete de comunicação do Ministério da Justiça para obter esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve qualquer reação oficial até ao momento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.