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Época balnear soma 22 mortos e quase 1300 salvamentos em quatro meses

Diário de Notícias ·
Época balnear soma 22 mortos e quase 1300 salvamentos em quatro meses

Quatro meses de época balnear nas praias e zonas fluviais portuguesas resultaram na perda de 22 vidas, mas também numa intensa mobilização dos dispositivos de socorro, que concretizaram 1285 salvamentos de banhistas em apuros, de acordo com o o balanço mais recente noticiado esta terça-feira, 1 de setembro pela agência Lusa..

Os dados consolidados pela Autoridade Marítima Nacional (AMN), referentes ao período entre 1 de maio e 31 de agosto, revelam que mais de metade dos óbitos decorreu de afogamentos, com os episódios de doença súbita a explicarem a larga maioria das restantes ocorrências no areal e na água.

A radiografia da mortalidade entre maio e agosto evidencia a importância da presença de socorristas: dos 12 afogamentos mortais registados, apenas três aconteceram em praias marítimas vigiadas – nas praias do Peneco e de São Rafael (Albufeira/Portimão) e na Praia do Ourigo (Foz do Douro).

As restantes mortes por afogamento dividiram-se entre praias marítimas não-vigiadas (cinco), áreas fora da época balnear (duas, no Dragão Vermelho, na Costa da Caparica, e em Bitetos, no Douro) e zonas fluviais/marítimas sem vigilância no rio Douro (duas).

A par dos afogamentos, a doença súbita assumiu um peso determinante na mortalidade estival, sendo responsável por nove óbitos – quatro deles em praias vigiadas (Califórnia em Sesimbra, Pedrinhas em Esposende, Figueirinha em Setúbal e Tarquínio na Costa da Caparica).

Registou-se ainda uma morte de causa indeterminada na Praia da Conceição, em Cascais, e mantém-se ativa a busca por um homem desaparecido no mar desde o dia 28 de agosto, na costa de Sintra.

No mês de agosto, habitualmente o mais concorrido do ano, a AMN contabilizou quatro mortes, com três delas a terem origem em episódios clínicos súbitos.

Do lado da prevenção e resposta rápida, o balanço reflete a constante pressão sobre o dispositivo de segurança costeiro, com os nadadores-salvadores e as equipas da autoridade marítima a realizarem 2359 assistências de primeiros-socorros nas praias portuguesas.

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