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Excedente das contas públicas de Macau ultrapassa total de 2025

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Excedente das contas públicas de Macau ultrapassa total de 2025

A s contas públicas de Macau tiveram um excedente de 21,6 mil milhões de patacas (2,39 mil milhões de euros) nos primeiros nove meses de 2026, mais do que em todo o ano passado, foi hoje anunciado.

De acordo com dados publicados 'online' pela Direção dos Serviços de Finanças (DSF), o excedente do território até setembro aumentou 30,2% em comparação com o mesmo período de 2025.

Macau fechou 2025 com um excedente de 19,9 mil milhões de patacas (2,2 mil milhões de euros), mais 26,1% do que no ano anterior.

No orçamento para todo o ano de 2026, o Governo de Macau tinha previsto um excedente muito menor, de 5,22 mil milhões de patacas (578,1 milhões de euros).

A subida do excedente deve-se sobretudo à receita corrente de Macau, que cresceu 5,1% nos primeiros nove meses do ano, para 88,7 mil milhões de patacas (9,82 mil milhões de euros).

A principal razão para o aumento foi um acréscimo de 5,9%, para 74,6 mil milhões de patacas (8,26 mil milhões de euros), nas receitas dos impostos sobre o jogo – que representaram 83% de todas as receitas públicas da cidade.

As seis operadoras de jogo pagam um imposto direto de 35% sobre as receitas do jogo, 2,4% destinado ao Fundo de Segurança Social de Macau e ao desenvolvimento urbano e turístico, e 1,6% entregue à Fundação Macau para fins culturais, educacionais, científicos, académicos e filantrópicos.

As receitas totais dos casinos de Macau atingiram 187,1 mil milhões de patacas (20,7 mil milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, mais 3,2% do que no mesmo período de 2025.

As despesas públicas também aumentaram, mas somente 0,02%, para 68,3 mil milhões de patacas (7,56 mil milhões de euros), 62,6% do previsto para todo o ano, sobretudo devido a um aumento nos gastos com apoios sociais.

A principal razão para a subida das despesas foi o reforço dos gastos em apoios e subsídios sociais, que cresceram 2,6%, para 39,8 mil milhões de patacas (4,4 mil milhões de euros).

O orçamento aprovado em novembro inclui benefícios fiscais para atrair sociedades gestoras de fundos de investimento, fundos de investimento especiais e investidores em fundos, para ajudar a desenvolver o setor financeiro.

Além disso, o Governo isentou do imposto de selo a compra da primeira habitação por parte de residentes, até seis milhões de patacas (664 mil euros), num documento que previa uma subida de 4,3% nos apoios e subsídios sociais.

Pelo contrário, os gastos com obras públicas - o Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) - recuaram 3,6% até setembro, para 11,8 mil milhões de patacas (1,31 mil milhões de euros).

O orçamento para este ano já previa uma queda de 8,6% no PIDDA, que inclui grandes projetos como a Linha Leste do metro ligeiro, que irá chegar à principal fronteira com a China continental, no norte da península de Macau.

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