Economia financiou exterior em 2,3% do PIB no ano terminado em junho
A economia portuguesa financiou o exterior em 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nos 12 meses terminados em junho, tendo os particulares apresentado uma capacidade de financiamento de 4,1%, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
"No ano acabado no segundo trimestre de 2026, a economia portuguesa financiou o exterior em 2,3% do PIB", aponta o BdP num comunicado hoje divulgado sobre as interligações entre setores nas contas nacionais financeiras e que representa uma redução de 0,2 pontos percentuais (pp) face ao ano passado.
Os particulares, o setor financeiro e as administrações públicas apresentaram uma capacidade de financiamento de 4,1%, 0,8% e 0,7 do PIB, respetivamente, enquanto as empresas não financeiras apresentaram uma necessidade de financiamento de 3,3% do PIB.
Os particulares tiveram a maior capacidade de financiamento e financiaram todos os restantes setores, em termos líquidos: o financeiro em 1,4% do PIB e as empresas não financeiras, as administrações públicas e o resto do mundo em 0,9% do PIB cada.
Segundo o BdP, nas operações com o setor financeiro, destacaram-se as aplicações em numerário e depósitos (3,3% do PIB), em regimes de seguros, pensões e garantias estandardizadas (1,7% do PIB) e em ações e outras participações (0,9% do PIB).
Já os empréstimos concedidos pelo setor financeiro aos particulares aumentaram para 4,6% do PIB, destinando-se principalmente a habitação.
O BdP destaca ainda as aplicações de particulares em numerário e depósitos junto das administrações públicas (0,9% do PIB), em particular devido ao aumento de certificados de aforro e do Tesouro, e em ações e outras participações emitidas por empresas não financeiras (0,9% do PIB) e por entidades não residentes (0,6% do PIB).
O resto do mundo foi o principal financiador das empresas não financeiras, com um financiamento líquido de 3,5% do PUB, tendo os particulares financiado estas em 0,9% do PIB.
De acordo com estes dados, o setor financeiro financiou, em termos líquidos, as entidades não residentes (5,8% do PIB).
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