Governo quer chineses na REN e pediu ao dono da Zara para vender
O Governo de Luís Montenegro garantiu hoje que quer manter os chineses como acionistas de referência na REN, depois de ter reentrado no capital da companhia.
“Foi comunicado ao Governo Chinês que a entrada do Estado em até 20% do capital da REN não implicava qualquer mudança na participação de 25% da State Grid.
Pelo contrário, é interesse do Governo Português que a State Grid continue como acionista de referência da REN”, disse o ministério das Finanças esta terça-feira, 22 de setembro.
O executivo também revelou teve a iniciativa de contactar a empresa Pontegadea, detida pelo dono da Zara, para vender a sua participação, rejeitando a possibilidade de que o fundo galego estaria interessado em sair.
“O Governo abordou o 2º maior acionista da REN, a Pontegadea Inversiones questionando a sua disponibilidade em alinear a totalidade da sua participação de 13,7% do capital social da REN.
Tal foi acolhido positivamente pela empresa, dado tratar-se do Estado Português”, segundo o ministério tutelado por Joaquim Miranda Sarmento.
No comunicado, a tutela da Parpública também garante que a operação foi mantida em confidencialidade com o objetivo de evitar “eventuais manipulações de mercado”.
“No Governo, apenas seis governantes tiveram conhecimento prévio dos termos concretos desta operação: o Primeiro-Ministro (que a autorizou), o Ministro de Estado e das Finanças e a Ministra do Ambiente e Energia (que assinaram o despacho conjunto que autorizou a Parpublica à compra de até 20% da REN), o Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, o Secretário de Estado do Tesouro e Finanças e o Secretário de Estado da Energia.
Nenhum destes seis governantes que conhecia os termos concretos da operação tinha ou tem quaisquer ações da REN antes ou durante o momento de aquisição”, garante o executivo.
Tal como o Jornal Económico revelou a 18 de setembro, o dono da Zara até fez um desconto de 15 milhões de euros ao Estado no negócio da REN .
A Pontegadea começou por pedir um prémio que podia chegar aos 20% sobre o valor médio da ação da REN nos últimos seis meses (até 13 de agosto), mas acabou por reduzir o prémio para 15%.
O negócio da compra dos 14% pelo Estado ficou assim fechado por 390 milhões de euros.
Dono da Zara fez desconto de 15 milhões ao Estado no negócio da REN Projeto Nascente.
Foi este o nome de código dado à operação de compra de 14% da REN – Redes Energéticas Nacionais pelo Estado português.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.