Montenegro afirma equilíbrio orçamental apesar do aumento da despesa
Luís Montenegro falava durante o debate quinzenal na Assembleia da República, em resposta à presidente da IL, Mariana Leitão, que questionou o aumento da despesa previsto no Orçamento do Estado para 2027 e considerou insuficiente a descida do IRS.
"Nem de propósito, enquanto deputada me estava a colocar a questão, acabo de ser informado que as exportações portuguesas aumentaram 6,8% em agosto. Já tinham aumentado, como sabe, 10,5% em julho e 7,8% no mês anterior", declarou o chefe do Governo PSD/CDS-PP.
"Eu partilho essa notícia consigo porque sei que fica satisfeita por este comportamento da nossa economia e pelo crescimento da nossa economia assentar também neste elemento", acrescentou.
Relativamente à despesa do Estado, segundo o primeiro-ministro, não há motivo para preocupação: "Nós temos a despesa corrente primária completamente controlada. Ela está mais ou menos aos níveis que estava em 2024".
Luís Montenegro salientou, depois, que se aguarda "a revisão do Produto Interno Bruto (PIB)", o que "ainda pode ter um efeito face à sua posição relativa em termos de produto".
"O aumento nominal da despesa tem a ver com decisões de investimento. Quase 50% desse aumento é consumido precisamente por investimento, investimento que estava engavetado. E outro tanto por medidas temporárias, que não oneram de forma permanente a despesa do Estado para o futuro", referiu.
"Portanto, estamos numa situação completamente equilibrada", declarou.
Na quinta-feira, numa primeira reação à proposta em nome da IL ao Orçamento do Estado para 2027, o líder parlamentar do partido, Mário Amorim Lopes, afirmou que "o voto contra é muito provável" se o Governo PSD/CDS-PP "não estiver disposto a colocar um limite ao crescimento da despesa".
O líder do PS desafiou o primeiro-ministro a viabilizar as propostas do PS para o arrendamento, dizendo que o Governo recusa "fazer asneiras" numa área em que não vê "mínima autoridade" aos socialistas.
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