Airbnb chegou ao coworking. E agora?
A entrada da Airbnb no mercado de espaços de trabalho flexíveis em Londres, através de parcerias com operadores de coworking, merece a atenção de quem acompanha a evolução do trabalho e do imobiliário empresarial.
À primeira vista, pode parecer apenas mais uma expansão de uma plataforma global.
Mas, olhando mais profundamente, é também um sinal de uma transformação que no LACS temos vindo a acompanhar de perto: a forma como as empresas pensam e utilizam o espaço.
Durante anos, o coworking foi visto como um nicho.
Hoje, os espaços flexíveis afirmam-se como uma infraestrutura relevante para uma economia mais móvel, distribuída e baseada na flexibilidade.
A entrada de uma plataforma como a Airbnb representa, acima de tudo, uma validação da importância que este sector conquistou.
Mais do que isso, demonstra uma mudança na relação das empresas com o imobiliário.
O escritório deixou de ser apenas um lugar onde uma empresa instala pessoas.
Está a tornar-se um recurso estratégico, que pode acompanhar o negócio à medida que este cresce, muda de geografia ou reorganiza as suas equipas.
A Airbnb percebeu algo que muitos já observam no terreno: as fronteiras entre viver, viajar e trabalhar estão a desaparecer.
O crescimento do trabalho híbrido, dos nómadas digitais e das equipas distribuídas criou uma nova procura por acesso simples, imediato e flexível a espaços de trabalho.
Mas esta mudança não se limita ao utilizador individual.
O bleisure também tem implicações para as empresas.
Equipas que viajam, colaboradores distribuídos, operações temporárias ou empresas a testar novos mercados precisam de infraestruturas que acompanhem essa mobilidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.