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O que um eclipse nos ensina sobre o futuro da energia solar em Portugal

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O que um eclipse nos ensina sobre o futuro da energia solar em Portugal

No passado dia 12 de agosto, ao final da tarde, o sol desapareceu durante minutos sobre grande parte de Portugal continental.

Não é um exagero: entre as 18h30 e as 20h30, um eclipse solar cobriu entre 92% e 100% do disco solar visto de Portugal, com maior intensidade no norte do país.

Para quem estava na rua, foi um espetáculo raro.

Para quem gere a rede elétrica nacional, foi um teste em tempo real.

A REN, a empresa que gere a rede de transporte de eletricidade em Portugal, tinha feito as contas e previa que, durante essa janela, a produção de energia solar caísse 45%, o equivalente a cerca de 450 megawatts, praticamente 7% de tudo o que o país consumia naquele momento.

A queda também não seria gradual, podendo atingir 35 megawatts por minuto, tanto a descer como, minutos depois, a subir outra vez, quando o Sol reaparecesse.

Este fenómeno repetiu-se, a diferentes intensidades, um pouco por toda a Europa, onde se calculava que desapareceriam, no total, cerca de 9,7 mil megawatts de energia solar da rede elétrica europeia durante o eclipse, mais de metade só em Espanha.

Nada disto é inédito.

Em março do ano passado, um eclipse parcial já tinha feito cair mais de 20% da produção solar em Portugal, obrigando a REN a recorrer a barragens e a centrais térmicas para equilibrar a rede.

A diferença foi que, desta vez, o solar pesava muito mais no sistema, porque em julho, se tornara, pela primeira vez, a principal fonte de energia renovável do país, responsável por 19% da eletricidade produzida em Portugal.

E é aqui que vale a pena parar.

Um eclipse é o cenário mais simpático possível para testar uma rede elétrica, porque sabemos ao minuto exato quando vai acontecer, quanto tempo dura e como vai evoluir.

Mesmo assim, a resposta continua a ser a de sempre – mobilizar barragens e centrais a gás ou a carvão para tapar o buraco.

A vida real costuma ser menos simpática.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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