Moreirense-Marítimo, 3-1 (crónica)
O Moreirense regressou aos triunfos na Liga, ao bater em casa o Marítimo (3-1) por três bolas a uma. Após duas derrotas, frente a FC Porto e Benfica, os cónegos voltaram às vitórias, com golos de Manuel Mendonça, Vonic e Parsemain. A equipa de Vasco Botelho da Costa foi exímia no aproveitamento das oportunidades.
Mesmo não deslumbrando, o conjunto de Moreira de Cónegos foi competente, adaptou-se ao jogo e vence de forma justa. À meia hora já vencia por duas bolas a zero, desfazendo as dúvidas de grande penalidade na reta final do encontro, após o Marítimo reduzir a desvantagem. Os insulares não passaram de uma tímida ameaça inicial.
Na ressaca pós Benfica, Moreirense e Marítimo mediram forças procurando regressar aos triunfos. Entrou melhor a equipa insular, aparentemente mais confortável no jogo, e com mais predisposição para se atrever a jogar com mais incidência no meio campo adversário. Num pontapé de canto demonstrou essa vontade, obrigando Francisco Domingues a fazer um corte providencial em cima da linha de golo. Sol de pouca dura.
Desencontrado, quase sempre mal posicionado e a chegar tarde aos duelos, o Moreirense teve capacidade para se encontrar e à meia hora de jogo já vencia por duas bolas a zero. A equipa de Vasco Botelho da Costa foi exímia no aproveitamento das chegadas à área adversária, abanando as redes por duas vezes em onze minutos.
De um lançamento de linha lateral, num momento de insistência Mendonça abriu o ativo. Tiago Andrade rematou de pé esquerdo à entrada da área, uma rosca na bola, que acabou por se tornar num cruzamento perfeito para Manuel Mendonça rematar de primeira para golo.
Pouco depois foi Vonic a fazer o gosto ao pé, aproveitando um erro de Paulo Henrique na saída de bola da equipa de Van Der Gaag. Kiko Bondoso fez o passe de primeira, após recuperação de bola de Mendonça, para Vonic trabalhar na área. Receção orientada a evitar Rafael Fernandes, desviando depois o esférico de Alfonso Pastor.
A realidade é que os insulares não conseguiram mais do que esboçar uma boa entrada no encontro, meia dúzia de minutos, sucumbindo rapidamente. Ainda reduziram a desvantagem, pelo capitão Romain, de cabeça na sequência de um canto, mas o ímpeto durou apenas seis minutos. Os cónegos fecharam a contagem ao minuto 86, na transformação de um penálti por Parsemain.
Alfonso Pastor travou o avançado, lançado por Rodri Alonso, dando origem a um confronto na marca dos onze metros. O avançado não desperdiçou e assinou a folha de serviço do triunfo, carimbando os três pontos para o Moreirense. Os cónegos igualam os insulares na tabela classificativa, com sete pontos.
A FIGURA: Manuel Mendonça O expoente máximo do aproveitamento do Moreirense. Marca o golo inaugural, ao aparecer bem ao segundo poste para rematar, e recupera a bola com um passe subtil de primeira no lance em que os cónegos ampliam a vantagem. Crucial para a conquista dos três pontos do emblema de Moreira de Cónegos.
O MOMENTO: primeiro golo do Moreirense (18’) Num lançamento os cónegos chegaram ao golo com uma enorme dose de perseverança.
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