sexta-feira, 16 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 4h Combustíveis. Governo espera regularizar apoios às empresas de autocarros› 3h PSD, Chega e CDS querem não residentes a pagar no SNS. Esquerda rejeita› Pensou que tinha perdido o gato para sempre. 571 dias depois, conseguiu recuperá-lo› PSP justifica intervenção no Porto. Advogado dos manifestantes acusa polícia de atuação "perfeitamente desproporcional"› As "más notícias" sobre a economia portuguesa que lançam "perspetivas negras" sobre o país› Europa "vem cometendo" um "suicídio energético". Miguel Sousa Tavares explica como› O "dia histórico" da privatização da TAP: 5.ª Coluna com Miguel Sousa Tavares na íntegra› Sousa Tavares: "Enquanto contribuinte, para mim o dia de ontem foi histórico. Estou cansado de dar dinheiro à TAP"› A banda formada pelo filho e netos de Gilberto Gil vai estar em Portugal este fim de semana› Exclusivo TVI. Eis as três mentiras de Luís Neves› 4h Combustíveis. Governo espera regularizar apoios às empresas de autocarros› 3h PSD, Chega e CDS querem não residentes a pagar no SNS. Esquerda rejeita› Pensou que tinha perdido o gato para sempre. 571 dias depois, conseguiu recuperá-lo› PSP justifica intervenção no Porto. Advogado dos manifestantes acusa polícia de atuação "perfeitamente desproporcional"› As "más notícias" sobre a economia portuguesa que lançam "perspetivas negras" sobre o país› Europa "vem cometendo" um "suicídio energético". Miguel Sousa Tavares explica como› O "dia histórico" da privatização da TAP: 5.ª Coluna com Miguel Sousa Tavares na íntegra› Sousa Tavares: "Enquanto contribuinte, para mim o dia de ontem foi histórico. Estou cansado de dar dinheiro à TAP"› A banda formada pelo filho e netos de Gilberto Gil vai estar em Portugal este fim de semana› Exclusivo TVI. Eis as três mentiras de Luís Neves
Últimas

Identidade luso-brasileira ou “volta para a tua terra”?

Diário de Notícias ·

A mobilidade humana entre Portugal e Brasil revela uma tensão persistente: a identidade luso-brasileira, frequentemente mobilizada como discurso de integração, convive com experiências concretas de estranhamento, hierarquia e exclusão.

A pesquisa Imigração e Identidade: Um estudo sobre famílias portuguesas no Rio de Janeiro , reconhecida internacionalmente no 3º Prémio FIBE , revela o contramponto de como imigrantes portugueses chegados ao Rio de Janeiro, entre 1945 e 1974, reconstruíram afetiva, cultural e socialmente Portugal no Brasil, mantendo tradições enquanto se integravam à sociedade carioca.

Essa experiência histórica permite recolocar uma questão central: até que ponto a identidade luso-brasileira produziu pertencimento efetivo e até que ponto encobriu assimetrias entre os dois povos? Na atualidade, essa tensão reaparece em dois movimentos simultâneos: o crescimento da imigração brasileira em Portugal e o aumento da presença de portugueses no Brasil como turistas.

Ambos ampliam o debate sobre relações históricas, culturais e políticas entre os dois países, mas também expõem contradições entre a retórica da proximidade luso-brasileira e as práticas sociais.

A identidade luso-brasileira foi formulada e reafirmada em diferentes contextos históricos conforme os interesses políticos, culturais e econômicos de Brasil e Portugal, que marcam o quotidiano dos migrantes.

No Brasil, essa identidade conviveu com a lusofobia, entendida como expressão de tensões históricas em torno da figura do português colonizador.

Durante o Estado Novo varguista, a política nacionalizadora intensificou controles sobre comunidades estrangeiras, incluindo os portugueses, que passaram a ocupar uma posição ambígua: ao mesmo tempo valorizados como herdeiros de uma matriz civilizatória, enquanto submetidos a formas de hostilidade social e política.

Pelo lado português, a identidade luso-brasileira também respondeu a interesses estratégicos: manter influência simbólica, preservar vínculos econômicos e sustentar uma narrativa de continuidade histórica com o Brasil.

A integração Portugal-Brasil foi frequentemente construída por meio de um imaginário afetivo e familiar: Portugal como pai, irmão e amigo, ainda que essa narrativa não eliminasse conflitos, hierarquias e interesses de Estado.

No contexto da globalização, as migrações contemporâneas desafiam essa narrativa integradora.

A pesquisa sobre trajetórias de brasileiros em Portugal (em andamento) evidencia que a circulação entre os dois países não se traduz automaticamente em acolhimento, reconhecimento ou pertencimento.

Ao contrário, processos de exotização, estereotipação e vulnerabilidade social mostram que muitos brasileiros ocupam uma posição marcada por exploração, desvalorização e não pertencimento.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›