FC Porto com prejuízo de 21,1 milhões de euros. Villas-Boas prioriza sucesso desportivo e garante recuperação
A SAD do FC Porto apresentou um prejuízo consolidado de 21,1 milhões de euros em 2025/26, após ter alcançado um lucro de 41 milhões de euros no exercício anterior.
André Villas-Boas justificou os resultados com a aposta na melhoria do plantel principal e a ausência na Liga dos Campeões, garantindo que a venda de Rodrigo Mora, dois meses antes de ser consumada, teria permitido evitar o prejuízo.
“ Fosse a transferência do Rodrigo Mora realizada antes de 30 de junho, este resultado seria positivo, portanto provavelmente a perceção das pessoas seria ainda mais positiva.
Qualquer venda de um jogador formado na casa antes do final do exercício na ordem dos 21 milhões traria o valor líquido para zero”, disse esta sexta-feira, o presidente do FC Porto, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados financeiros, no Estádio do Dragão, no Porto.
O líder dos dragões defendeu ainda que o FC Porto, tal como Benfica e Sporting estão sempre obrigados a vender ativos (passes de jogadores) para equilibrar as finanças: "As sociedades desportivas portuguesas, dos três grandes, estão obrigadas a vender para equilibrar contas, são as principais receitas.
Aguentámos o talento, que está espalhado em todo o plantel.
Quando houver renovação da equipa, os resultados financeiros serão certamente outros".
Apesar dos resultados negativos, o presidente reiterou que a prioridade continua a ser o sucesso desportivo, que resultou na conquista do 31.º título de campeão nacional de futebol em 2025/26.
“O FC Porto ficou durante quatro anos sem o título de campeão nacional, o que, para qualquer portista, é um deserto .
Recuperá-lo era uma obrigação e agora mantê-lo é uma responsabilidade, até pelos ativos e profundidade que temos no plantel” , afirmou.
Villas-Boas negou ainda qualquer urgência em vender passes de jogadores, no mercado de janeiro: “A projeção é boa para 30 de junho de 2027, até tendo em conta a venda do Rodrigo Mora, a entrada na Liga dos Campeões e tudo o que está relacionado com as áreas comerciais.
Os indicadores são bons, mas os três grandes não funcionam sem operacionalização do mercado”.
No exercício de 2025/26, o passivo consolidado da SAD aumentou 6%, para 552,7 milhões de euros, enquanto o ativo cresceu 3%, para 523 milhões, sendo que a dívida financeira líquida reduziu em 29 milhões de euros.
O diretor financeiro da SAD, que liderou a apresentação do Relatório e Contas, justificou o aumento do passivo com os investimentos realizados pelo clube, salientando que estes também se refletem na valorização dos ativos.
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