Exército libanês acusa Israel de atacar posto militar pré-acordado
A s forças libanesas relataram, segundo a agência France Presse (AFP), que os militares israelitas se aproximaram de um posto de observação, instalado em 10 de setembro em coordenação com os observadores que monitorizam o cessar-fogo entre as partes, e lançaram granadas atordoantes nas proximidades.
A agência de notícias estatal libanesa (NNA) também se referiu ao uso de "seis granadas de efeito moral" naquele local.
Em resposta, o exército libanês "reforçou o posto de observação, o que levou a um aumento do estado de vigilância entre os dois lados", acrescentou.
Um fotógrafo da AFP testemunhou dois tanques israelitas avançarem por uma estrada em direção à aldeia de Deir Mimas, situada na linha de separação da zona ocupada, e pararem junto de uma barreira de terra, atrás da qual estavam estacionados veículos do exército libanês.
Segundo o testemunho da agência noticiosa francesa, o exército libanês "recuou cerca de cem metros", mas manteve-se em posição, de frente para os tanques israelitas, que depois acabaram por se retirar daquela área
O Governo libanês condenou pelo seu lado um incêndio num hospital público localizado na província de Nabatiyeh, no sul do país, num ataque "brutal e ultrajante" do exército israelita, apesar do cessar-fogo em vigor.
O hospital está localizado em Meis al-Jabal, uma localidade situada na linha que divide os dois países, e serve o distrito de Marjayoun desde a sua fundação em 2002.
O Ministério da Saúde condenou um "crime bárbaro cometido pelo inimigo israelita" na unidade de saúde, através de um comunicado divulgado pela NNA, sem que sejam conhecidos ainda os danos completos ou a existência de vítimas.
O ministério salientou os seus esforços para "restaurar e reabilitar" este centro de saúde após os confrontos iniciais entre Israel e as milícias do grupo xiita Hezbollah, incluindo equipá-lo "para que possa servir de tábua de salvação e de refúgio seguro" para a população deslocada e para aqueles que resistem nas zonas fronteiriças.
O ataque ao hospital Meis al-Jabal "reflete a falência moral e a criminalidade intrínseca" por parte de Israel, acusou ainda o Ministério da Saúde libanês.
Ainda não são conhecidas as posições de Israel em relação aos dois incidentes.
O Líbano e Israel assinaram um acordo-quadro no final de junho que prevê o destacamento do exército libanês em zonas-piloto, das quais Israel se retiraria gradualmente, mediante o desarmamento do Hezbollah, que se opõe a estas conversações diretas.
Este acordo, patrocinado pelos Estados Unidos, está paralisado, enquanto Israel avisa reiteradamente que permanecerá no sul do Líbano enquanto persistirem ameaças à sua segurança por parte do Hezbollah, aliado do Irão.
Na quinta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, reuniu-se em Paris com o homólogo libanês, Joseph Aoun, e o rei Abdullah II da Jordânia para preparar o apoio internacional ao destacamento do exército libanês no sul do país, junto à fronteira com Israel.
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