Lightsource bp desiste de central solar da Beira por falta de viabilidade financeira
A central solar da Beira, um projeto promovido pela Lightsource bp, não tem condições de viabilidade financeira para avançar , admitiu a empresa.
O processo de avaliação ambiental a que foi sujeito o projeto Beira identificou “várias alterações” a considerar numa eventual reformulação.
Consideradas as implicações dessas mudanças na configuração do projeto, “ não estavam reunidas as condições de viabilidade financeira necessárias para prosseguir com o desenvolvimento da solução reformulada “, entendeu a empresa promotora.
Megacentral Sophia encolhe 35% para ‘caber’ nas exigências Ler Mais Assim, “não está prevista a apresentação de uma solução reformulada do Projeto Beira ao abrigo do atual procedimento de AIA [Avaliação de Impacte Ambiental]”, indica a empresa, para depois assegurar que “o projeto, nos moldes anteriormente apresentados e naquela localização, não terá continuidade “.
A decisão de cancelamento do projeto “foi tomada recentemente”, e a Lightsource não destaca nenhum elemento que tenha levado a este desfecho em particular, atribuindo a falta de condições para avançar a “uma análise conjunta das alterações que seria necessário introduzir”.
O projeto foi desenvolvido nos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova e representava um investimento estimado de cerca de 242 milhões de euros .
Até à data em que a empresa se decidiu pelo cancelamento, o investimento realizado correspondeu essencialmente aos trabalhos de desenvolvimento, estudos técnicos e ambientais , engenharia e licenciamento.
A Lightsource bp prefere não divulgar o montante.
APA vê impactos “muito significativos” na central Sophia Ler Mais O braço de energias renováveis da petrolífera BP, a Lightsource, fica desta forma com cinco projetos em desenvolvimento em Portugal.
A central solar Sophia está numa fase menos madura : acaba de ser apresentada a reformulação do projeto inicial , para que possa voltar a consulta pública e obter uma Declaração de Impacte Ambiental.
É o maior projeto da empresa a ser desenvolvido em Portugal, estando de momento projetada uma potência de mais de 500 megawatts-pico (MWp).
Todos os restantes projetos da empresa em Portugal já receberam uma Declaração de Impacte Ambiental .
Agora, “é preciso cumprir com todas as condicionantes”, afirma a Lightsource.
O maior dos quatro é o projeto Alqueva, com 341 MWp, seguido do Chamusca, com 281 MWp, o Paiva, de 266 MWp e, finalmente, o Planalto, com 130 MWp.
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